quinta-feira, 5 de junho de 2014

A Antártida possuía uma floresta tropical há 50 milhões de anos

Sedimentos retirados do fundo do oceano mostram que o continente gelado já chegou a ter uma temperatura de 20°C.
Por Ráisa Guerra em 2 de Agosto de 2012
                               No lugar de gelo, árvores (Fonte da imagem: Reprodução/Google)
Apesar de termos a sensação de que a Antártida sempre foi um “bloco de gelo”, um estudo apontou que, na verdade, uma floresta tropical existiu nesse local há 52 milhões de anos, no período Eoceno. Tal descoberta, revelada recentemente, foi construída com base na análise de pólens fósseis encontrados em sedimentos retirados do fundo do oceano a leste do continente gelado.
Para se aprofundar ainda mais nessa descoberta, os cientistas analisaram as moléculas sensíveis à temperatura nos núcleos dos elementos coletados, descobrindo que a Antártida, naquela época, possuía uma temperatura média de 20° C.

Qual a influência da descoberta nos dias atuais?

Os cientistas afirmam que tal estudo é muito importante para a compreensão das futuras mudanças climáticas que nosso planeta pode passar — especialmente pelo grande volume de gelo na Antártida significar um considerável aumento no nível dos oceanos caso derreta, causando grandes inundações.
Aparentemente, o fato de ter existido uma floresta no continente nos mostra que, se o planeta passar por períodos de CO2 elevados na atmosfera, será muito provável que ocorram mudanças drásticas na região. O gelo no leste da Antártida possui de 3 a 4 quilômetros de espessura e, segundo alguns estudos, pode ter se formado a cerca de 34 milhões de anos atrás.
Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/ciencia/27741-a-antartida-possuia-uma-floresta-tropical-ha-50-milhoes-de-anos.htm#ixzz22QNykb1H

Coleta e montagem pedagógica de Insetos

1) Como coletar?
A coleta dos animais deve ser feita com auxílio de uma rede, que é para insetos grandes e ativos, e de um aspirador, que é especialmente útil para captura de insetos pequenos. Una rede simples pode ser montada como mostra o esquema.
Figura 19a - Você precisa arranjar um cabide de arame, um cabo de vassoura, um pedaço de filó e uma tira de pano.
Figura 19b - O cabide funcionará como armação para a rede, sendo este fixado ao cabo de vassoura com auxílio de fita isolante ou arame.

2) Utilização da rede
Figura 20a - Passar a rede "varrendo" a área cima das flores Figura 20b - Dobrar a rede sobre si mesma mantendo o inseto no fundo Figura 20c - Apanhar o inseto da rede com o frasco mortífero, tomando cuidade para não danificar ou quebrar o animal
3) Utilização do aspirador
Figura 21a - Montar o aspirador (Cuidado: use frasco limpo). Aspirar os insetos que estão nas flores. Figura 21b - Evite deixar vários insetos acumulados no aspirador. Eles podem brigar ficando assim danificados.
Figura 22a - Substituir a rolha do aspirador pela rolha com algodão e éter, montando um frasco mortífero. Figura 22b - Deixar o inseto no frasco até sua imobilização.

4) Como espetar?
Os insetos podem ser montados de diferentes maneiras. Uma vez prontos, eles podem ser guardados por muito tempo. O mais comum é espetarmos os insetos com alfinetes especiais, chamados de entomológicos, que são numerados segundo sua espessura (000, 00, 0, 1, 2, 3). Os animais devem ser espetados em uma altura uni forme no alfinete e para isto deve-se usar um bloco de alfinetar. O alfinete é colocado verticalmente através do corpo, no tórax. Muitas vezes não é possível montar os insetos assim que chegamos da coleta; os animais acabam secando e para serem montados deverão ser "amolecidos" em uma câmara úmida (vidro bem fechado contendo um chumaço de algodão umedecido).
Figura 24a - Bloco de madeira com três orifícios de diferentes profundidades, que serve para uniformizar a altura dos insetos e das etiquetas no alfinete. Figura 24b - Apoiar o inseto no orifício 1. Figura 24c - Espetar o inseto com o alfinete, através do tórax.
Figura 25 - Ajeitar as patas do inseto com auxílio de outros alfinetes, no bloco de isopor. Deixar secar. (Lembre-se que o animal se tornará quebradiço depois de seco, de modo que não poderemos mais modificar sua posição.) Figura 26 - Os animais muito pequenos para serem espetados podem ser colados, com uma gotinha de cola no ápice de pequenos triângulos de cartolina, ou na ponta de pequenos alfinetes, que serão fixados em bloquinhos de cortiça ou isopor.
5) Montagem de insetos
Para as borboletas devemos usar as tábuas de distensão de modo que o inseto seja preparado para ser espetado, com as asas distendidas e apoiadas.
Figura 27a - Distenda a borboleta na tábua, usando tiras de papel e alfinetes para ajeitar as asas. Figura 27b - Com auxílio de alfinetes, oriente as antenas e patas. Deixe secar bem e o inseto estará pronto para ser espetado
6) Como etiquetar?
A colocação de etiqueta é importante; dados sobre a data, o local de coleta, o nome do coletor, bem como informações sobre o habitat ou a planta onde o inseto foi coletado, são indispensáveis. Para isto são necessárias etiquetas. Assim como os insetos, elas deverão estar à uma mesma altura no alfinete. Para fazer etiquetas basta recortar retângulos de 0,6 x 1,8 cm, de papel branco e duro. Os dados nas etiquetas são escritos com tinta permanente (tipo nanquim).
Figura 28a - Preencher a primeira etiqueta colocando dados sobre a data, local onde foi feita a coleta e o nome do coletor. Figura 28b - Colocar a etiqueta sobre o orifício 1 (mais largo) e espetar.
Figura 29a - Na segunda etiqueta deverão constar dados como nome científico e vulgar do inseto e o nome da pessoa que o identificou. Figura 29b - Esta etiqueta deverá ser espetada no orifício 3 (mais curto) do bloco.
7) Montagem da caixa (insetário)

Os insetos podem ser guardados, formando uma pequena coleção, em caixas com tampa. 0 fundo pode ser recoberto com isopor, cortiça ou material plástico que permitem a fixação dos alfinetes.

Os insetos podem ser dispostos segundo a ordem a que pertencem ou agrupados de acordo com a planta onde foram coletados. Flocos de naftalina devem ser colocados em pequenas caixas furadas, em um dos cantos da gaveta, para impedir o crescimento de fungos ou de pequenos insetos, que se alimentam dos animais espetados.

Uma vez pronta a caixa, esta deverá ser mantida em armários escuros, arejados e secos. Deste modo você terá uma coleção que poderá ser mantida por muito tempo. As caixas devem ser bem vedadas, para evitar surpresas desagradáveis.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Vida e morte: o que é apoptose?

Certo dia todo mundo irá morrer. Isto é inevitável. Porém, sabemos que todos os dias estamos morrendo. Não necessariamente você, mas milhares de células do seu corpo. Felizmente, para organismos metazoários como nós isto não significa a morte do indivíduo.














A morte celular pode ser controlada pelo núcleo das células, através de sequências específicas presentes no DNA dos organismos. Chamada de apoptose ou morte celular programada este mecanismo celular de autodestruição está presente em todos os animais metazoários, desde os vermes até os mamíferos. A apoptose é um mecanismo central que está relacionado com diversas fases da vida do organismo e o seu funcionamento correto é essencial para que a vida do indivíduo continue.

Célula normal (esquerda) e célula em apoptose (direita).
Homeostase e a apoptose
Nossas células morrem e são renovadas a todo momento. Este ciclo de morte e multiplicação (consumo e fabricação) mantem-se em equilíbrio durante a vida do indivíduo. Por exemplo, células da pele são um tipo de célula que vive durante pouco tempo (2 semanas), neurônios sensitivos do olfato vivem por 6 semanas, hemácias vivem durante mais ou menos 100 dias viajando pela corrente sanguínea. Nestes três exemplos, a cada período, novas células são produzidas a partir de tecidos de células tronco adultas a fim de manter a quantidade de células em uma taxa média. Todo este sistema é controlado pelos mecanismos de acionamento do processo de apoptose, a homeostase deste tecidos acontece por causa da morte (apoptose) e renovação (divisão de células tronco adultas).
Apoptose durante a resposta imune
A apoptose tem outro papel muito importante no nosso organismo e está relacionado com o sistema imunológico: Linfócitos-T citotóxicos são capazes de estimular certos tecidos para entrar em apoptose quando estão infectados por algum vírus ou outro dano. A morte destas células afetadas é essencial para impedir o aumento da infecção.
Apoptose e desenvolvimento
Durante o desenvolvimento embrionário é que a apoptose tem o seu maior papel para definir o que é aquele organismo. Fetos são muito parecidos uns com os outros (pode-se até comparar as semelhanças até entre grupos animais bem diferentes) e é o processo de morte programada das células que modela o animal como ele deve realmente ser. Um exemplo clássico é sobre como são as patas de galinhas e patos. Os patos têm patas com membranas entre os dedos para poder nadar, enquanto as galinhas não têm. Durante o desenvolvimento, tanto o feto de galinha como o de pato tem patas com membranas entre os dedos. Neste caso, o processo de apoptose deste tecido acontece apenas entre as galinhas, que perderá as membranas, já que elas não precisam delas, afinal, as galinhas vivem fora da água.
E quando se fala em desenvolvimento, não falamos apenas de embriões. Em insetos, a apoptose é o processo que representa a metamorfose nos grupos que têm o desenvolvimento indireto a partir de uma larva. Estes animais entram em um processo fantástico de morte e renovação de tecidos que se caracterizam pela incrível transformação de uma larva em borboleta, por exemplo.

Retirado de ; http://www.biologiatotal.com.br/blog/vida+e+morte+o+que+e+apoptose-174

segunda-feira, 2 de junho de 2014

PARA QUE AULA DE FILOSOFIA?

"Quando alguém pergunta para que serve a filosofia, a resposta deve ser agressiva, visto que a pergunta pretende-se irônica e mordaz. A filosofia não serve nem ao Estado, nem à Igreja, que têm outras preocupações. Não serve a nenhum poder estabelecido. A filosofia serve para entristecer. Uma filosofia que não entristece a ninguém e não contraria ninguém, não é uma filosofia. A filosofia serve para prejudicar a tolice, faz da tolice algo de vergonhoso. Não tem outra serventia a não ser a seguinte: denunciar a baixeza do pensamento sob todas as suas formas. Existe alguma disciplina, além da filosofia, que se proponha a criticar todas as mistificações, quaisquer que sejam sua fonte e seu objetivo?"
Fragmento retirado do texto de autoria de Emanuel Tadeu Borges, encontrado na íntegra aqui: http://claudioulpiano.org.br.s87743.gridserver.com/?p=3665

Quer ajudar na pesquisa contra o câncer?

programa boinc
Não é necessário doar dinheiro ou ter conhecimento específico em medicina ou biologia para participar deste projeto de ajuda na pesquisa de combate ao câncer.
A ideia é simples! Você pode deixar que seu computador faça cálculos relacionados com a pesquisa contra o câncer, e que ajudarão a encontrar alternativas no tratamento e conhecimento da dinâmica do câncer.
Os cálculos são feitos automaticamente pelo computador, e utilizando o tempo ocioso do processador; é como se fosse um protetor de tela para fazer o bem.
Para participar basta baixar e instalar o programa BOINC (que é gratuíto), pelo link http://boinc.berkeley.edu/ .
Depois realizar uma inscrição pelo site World Community Grid ( http://www.worldcommunitygrid.org/ ), que mantém o projeto. E então inserir o usuário e senha deste cadastro lá no BOINC.
Feito isso o BOINC vai buscar os dados no World Community Grid e com isso realizar os cálculos, retornando os resultados para o serviço. O processo é repetido automaticamente a cada vez que uma tarefa é finalizada.
Dependendo da velocidade do teu computador e da memória disponível, cada unidade de cálculo pode levar em torno de 3 horas para se concluída.
Estes projetos são conhecidos como computação distribuída, e funcionam como uma espécie de supercomputador fragmentado em pequenas unidades. No qual somos um pedacinho desta gigantesca empreitada na busca de informações de combate ao câncer.
Use os comentários deste blog para fazer perguntas e tirar suas dúvidas sobre este projeto.
Se não desejar ajudar no projeto sobre o câncer, você pode escolher no BOINC uma infinidade de outras iniciativas de pesquisa científica que utiliza a computação distribuída voluntária.
Aos que estão com algum tipo de receio, informo que utilizo o BOINC e World Community Grid a alguns anos e nunca tive nenhum problema de nenhum tipo. E costumo deixar disponível cerca de 50% do poder de processamento do meu computador para os projetos BOINC. Faço isso porque raramente necessito de todo poder computacional que meu computador apresenta. Por exemplo, no momento em que digito este texto, boa parte do processamento deste computador (desktop Dell) estaria oscioso e subutilizado.
world community grid
Proteção de tela que mostra informações visuais sobre o projeto durante sua execução.
tela que aparece durante a ativacao da proteção

Tree of life










Tree of Life Web Project (TOL) é um trabalho de colaboração de biólogos e amantes da natureza de todo o mundo. O projeto fornece informações sobre a biodiversidade, as características dos diferentes grupos de organismos, e sua história evolutiva.

domingo, 1 de junho de 2014

O comportamento sexual do mundo animal

Nós podemos pensar que os seres humanos são uma espécie complicada. O sexo, então, nem se fala... É uma coisa difícil de definir, mas também com seus clichês e comportamentos levados adiante por causa das condições biológicas da espécie. Já pensou como seria se os humanos tivessem os mesmos rituais de acasalamento que os outros animais. Abaixo você pode ver alguns exemplos...
Hienas
Entre as hienas quem manda são as fêmeas. Elas são muito maiores que os machos e mais agressivas também. Na hierarquia dos grupos, mesmo as hienas fêmeas mais inferiores ficam acima dos machos. Os machos sentem muito medo das fêmeas, até mesmo de filhotes. As hienas têm um pseudopênis que pode ficar ereto e é muito maior do que o pênis verdadeiro dos machos. O pseudopênis das fêmeas serve para dificultar a cópula.

Aves-do-paraíso
Entre as aves, quando há dimorfismo, o macho tem penas exuberantes e coloridas. Trajados com belos figurinos, as aves-do-paraíso (Tribo Paradisaeini)  fazem da floresta a sua pista de dança. Mesmo sem as fêmeas por perto ele está nas árvores, praticando os passos. Quando uma fêmea se aproxima é hora do show. Ele deve apresentar sua melhor dança e suas penas devem impressionar a fêmea que escolherá o melhor entre os machos. Assim, a cada nova geração machos com penas mais vistosas e melhores dançarinos serão selecionados. Jovens observam os adultos para aprender os passos para se conquistar uma fêmea.

Bonobos
Os bonobos são um dos primatas mais próximos da espécie humana, assim como os chimpanzés. Porém, os grupos sociais destes parentes são bem diferentes da nossa. Entre os bonobos, as fêmeas (menores e mais fracas) dominam os machos através da coesão nas decisões entre elas e o sexo. Na sociedade de bonobos tudo é uma desculpa para o sexo, principalmente quando o clima fica tenso.  Mesmo entre indivíduos do mesmo sexo, uma rapidinha é a escolha para acabar com qualquer conflito. Os bonobos não tem tabu e entre chimpanzés e humanos são os que formam os grupos mais pacíficos e com laços fortes entre seus companheiros. Literalmente eles "fazem amor e não a guerra".

Metellina segmentata
Aranhas macho arriscam sua vida para se reproduzir. Para as aranhas Metellina segmentata não é diferente. Eles sorrateiramente chegam às teias da fêmea e amarram elas com sua seda. O macho deve ser rápido porque não é muito difícil para a fêmea sair das amarras. Logo depois da cópula ela se desamarra e é melhor o macho estar bem longe dali nesta hora.

Formigas
Somente as rainhas geram os indivíduos de um ninho. Elas se reproduzem com apenas alguns machos que depositam seus espermatozoides no início de sua vida. Um órgão especial no aparelho genital das fêmeas guarda este espermatozoide que vão sendo fertilizados ao longo da vida dela. Estes ovos fertilizados darão origem apenas a operárias e soldadas fêmeas. Como o controle da liberação dos espermatozoides pode ser controlada, a fêmea escolhe alguns óvulos que não serão fertilizados para ter filhos machos. Portanto, os machos em um formigueiro nunca terão um pai.

Sépias
Quando chega a época de reprodução, os machos de sépia mais fortes saem a procura de um bom lugar em rochas para que fêmeas botem os ovos. As fêmeas são bem menores e saem a procura dos machos e seus abrigos para saber quem são os melhores e mais fortes. Quando ela escolhe um, o macho segura a fêmea no seu abrigo para que ela não transe com outro. Porém, a fêmea também procura por machos inteligentes e eles existem! Por serem menores, estes machos acabam se parecendo com fêmeas. Eles seduzem o macho forte dono do abrigo e em certo momento se revelam como machos mudando sua cor. A fêmea gosta disso e também se reproduz com o macho esperto e assim aumentam as chances dela possuir filhotes que sejam fortes e também espertos numa condição de sobrevivência.

Retirado de : http://www.biologiatotal.com.br/blog/o+comportamento+sexual+do+mundo+animal-169






Mapas Mentais para Vestibular e ENEM 2