terça-feira, 10 de setembro de 2019

RESUMO DE EMBRIOLOGIA



A embriologia estuda o processo de formação e desenvolvimento do indivíduo desde o zigoto até o nascimento.

Ao longo do crescimento embrionário alguns genes são ativados e outros desativados. Dessa maneira surge a diferenciação celular, ou seja, tipos celulares com formatos e funções distintos, que organizam os diversos tecidos e posteriormente formarão os órgãos.

Na espécie humana as principais fases do desenvolvimento do embrião são a clivagem ou segmentação, gastrulação e organogênese.
Durante a clivagem as divisões mitóticas são rápidas e dão origem as células chamadas blastômeros. Diante da velocidade com que as células se dividem, o embrião apresenta aumento do número delas, mas não de tamanho.

O primeiro estágio da clivagem é a mórula, um maciço celular originado entre o terceiro e quarto dia após a fecundação. Na segunda e última etapa ocorre a blástula, onde as células delimitam uma cavidade interna chamada blastocele, cheia de um líquido produzido pelas próprias células.

Até a fase de blástula as células embrionárias são chamadas de célula-tronco, que podem originar todos os diferentes tipos de célula do corpo.

A partir da blástula, inicia a fase de gastrulação, onde o embrião começa a aumentar de tamanho e surge o intestino primitivo ou arquêntero e ocorre a diferenciação dos folhetos germinativos ou embrionários.

Os folhetos darão origem aos diferentes tecidos do corpo e se dividem em:
Ectoderme: epiderme, unhas, pelos, córnea, cartilagem e ossos da face, tecidos conjuntivos das glândulas salivares, lacrimais, timo, tireóidea e hipófise, sistema nervoso, encéfalo e neurônios, entre outros.

Endoderme: pâncreas, sistema respiratório (exceto cavidades nasais), pulmões, fígado e epitélio da bexiga urinária, entre outros.

Mesoderme: derme da pele, músculos, cartilagens e ossos (exceto da face), medula óssea, rim, útero, coração, sangue, entre outros.

Ao final da gastrulação, o embrião é chamado de gástrula.
A última fase do desenvolvimento embrionário é a organogênese, onde ocorre a diferenciação dos tecidos e órgãos. O primeiro estágio dela é a neurulação, quando há formação do tubo neural, que se diferenciará no sistema nervoso central.  Durante a neurulação, o embrião recebe o nome de nêurula.

A organogênese termina até a oitava semana de gestação, por volta do 56º dia. Nesse período, o embrião mede cerca de 3 cm de comprimento.
Depois da nona semana até o nascimento, o indivíduo em formação passa a ser chamado de feto. O nascimento ocorre em média durante a 38ª semana de gestação. 

RESUMO DE ZOOLOGIA DE INVERTEBRADOS




Principais Filos Invertebrados do Reino Animal:


•             poríferos: são as esponjas do mar.
•             cnidários: são as águas vivas, polipos, caravelas, hidras.
•             platelmintos: são as planárias, tênias etc.
•             nematelmintos: são as lombrigas, ancilóstomas etc.
•             anelídeos: são as minhocas, poliquetas, sanguessugas.
•             artrópodes: são os insetos, aranhas, crustáceos etc.
•             moluscos: são as lulas, polvos, lesma, caracóis etc.
•             equinodermos: são as estrelas do mar, ouriços etc.

Filo Porifera
→  aquáticos
→  isolados ou em colônias
→  pinacócitos (pinna – em forma de prancha) → pinacoderme (externa)
→  átrio ou espongiocele (cavidade)
→  ósculo (abertura)
→  porócitos (células com poros)
→  coanócitos → coanoderme → meso-hilo (gelatina) → amebócitos
→  espículas
*        cálcio
*        sílica / fibras protéicas de espongina
→  reprodução
        I – assexuada
*        brotamento
*        fragmentação
*        gemulação (gêmula)
        II – sexuada
*        coanócitos


 Os poríferos são os animais mais antigos que conhecemos. Sua estrutura é muito simples, pois não possem órgão e nem tecidos definidos.
São sesseis e em seu organismos estão presentes poros que realizam a filtragem da água pra obtenção de alimentos. Devido a presença de poros por todo o seu corpo são chamado de poríferos. Também podemos encontrar o nome como espongiários ou ainda como esponjas do mar.
A saída de água recebe o nome de ósculo e também podemos citar as células coanócitos e pinacócitos nesses animais.

 Filo Cnidaria
→  aquáticos
→  medusas e pólipos
→  com boca e sem ânus
→  cavidade gastrovascular →  boca (entrada e saída)
→  epiderme  ─  mesogléia  ─  gastroderme
→  cnidócito  (cnidoblasto)  →  nematocisto
→  sistema nervoso difuso
→  sésseis  /  jatopropulsão  /  etc.

Classe Hydrozoa
→  marinhos e de água doce
→  hidras, medusas pequenas, colônias (caravela)
→  alternância de gerações ou não
*        pólipo  →  pólipo
*        medusa  →  medusa
*        pólipo  →  medusa  →  pólipo
→  desenvolvimento indireto  → larva  plânula
                             
Classe Scyphozoa
→  marinhos
→  medusas grandes
→  alternância de gerações
*        estrobilação (assexuada)
*        larva plânula

Classe Anthozoa
→  marinhos
→  pólipos →  anêmonas  /  corais
→  reprodução sexuada  → larva plânula
→  reprodução  assexuada  →  divisão longitudinal do corpo

Os Cnidários ou celenterados são também criaturas bem simples. São animais importantíssimos para a ecologia marinha, pois os corais fazem parte deste filo. Os mais conhecidos são as águas vivas, as anêmonas do mar e a hidra, que é a unica representante de água doce. Os cnidários também são conhecidos como celenterados.
Os celenterados (cnidários também podem ser chamados de celenterados) possuem um sistema digestório incompleto, ou seja, o alimento entra cavidade oral e os detritos do processo digestivos e saem pelo mesmo lugar.
Estes animais possuem um tipo celular chamado cnidócito que é utilizado para armazenar e injetar veneno em presas ou em predadores. Um dos animais mais venenosos do mundo, a vespa do mar ou jellyfish, é um exemplo de cnidário.

Filo Platelminto
→  corpo achatado
→  triblásticos
→  acelomados
→  simetria bilateral
→  sistema digestório incompleto (sem ânus)
→  corpo  não segmentado
→  respiração cutânea
→  sistema excretor →  protonefrídios
*        solenócito
*        célula-flama
→  sistema nervoso
*        gânglios cerebrais
*        cordão nervoso ventral
→  feixes musculares dispostos de várias maneiras
→  sistema circulatório ausente
→  heteroxenos

Classe Turbelária
→  vida livre
→  ex:  planária
→  hermafroditas (monóicas)
→  desenvolvimento direto
→  alto poder de regeneração
*        células do parênquima com capacidade meristemática (poder de divisão e de dar origem a outros tipos celulares)

Classe Trematoda
→  parasitas
→  ex: esquistossomos
→  dióicas
→  ovos → miracídios → caramujo → cercária → homem (intestino) → ovos

Classe Cestoda
→  parasitas
→  ex: tênias
→  monóicas
→  ovos → porco / boi → cisticerco → homem → ovos
→  escólex / proglotes
→  cisticercose → ovos de Taenia solium (porco) → sistema nervosos humano

Os platelmintos é o filo dos vermes achatados e alguns de seus representantes podem causar algumas doenças em seres humanos. Possuem um par de olhos muito simples, vivem em ambientes aquáticos ou muito úmidos. O principal representante desse filo são as planárias, as tênias e o esquistossomo.
Suas verminoses estão geralmente associadas ao baixo saneamento básico e aparecem em regiões onde não há o devido tratamento de água. Doenças como esquistossomose, teníase e cisticercose estão entre algumas verminoses causados por animais desse filo.
São os primeiros animais a apresentarem sistema nervoso ganglionar, ou seja, há o aparecimento de gânglios nervosos na região da cabeça.

 Filo Nematelminto
→  corpo cilíndrico
→  parasitas ou de vida livre
→  triblásticos
→  pseudocelomados
→  simetria bilateral
→  corpo não segmentado
→  sistema digestório completo (♀ ânus   /   ♂ cloaca)
→  sistema excretor
*        células tubulares gigantes  -  renete
→  respiração cutânea
→  sistema nervoso
*        anel nervoso
*        cordões nervosos (4)  (linhas laterai)
→  sistema circulatório ausente
→  fibras musculares longitudinais
→  sexos separados e com dimorfismo sexual
→  monoxenos

 As lombrigas, o ancilóstoma, são os representantes mais conhecidos.  Podem causar doenças tanto em humanos e em outros animais. Outras doenças causadas por nematoides são a ancilostomose e a filariose mais conhecida popularmente como elefantíase. Verminoses como o bicho geográfico erroneamente chamado de micose também é causada por estes animais.
Possuem aproximadamente 90 mil espécies já catalogadas e podem ser de vida livre ou parasitas
São os primeiros animais a apresentarem sistema digestório completo, com boca e ânus bem definidos.

Filo Anelideo
1.     Características gerais:
·         Celomados
·         Metameria
·         Corpo formado por anéis
·         Sistema digestório completo
·         Sistema circulatório fechado
·         Sistema excretor por metanefrídeos
·         Sistema nervosos ganglionar com cordões nervosos
2.     Classificação:
a classificação dos anelídeos é baseada na presença, quantidade ou ausência de cerdas.
Ø  Classe  Oligochaeta
-  Poucas cerdas no corpo
-  Possui clitelo[2]
-  Vivem enterrados em solos úmidos
-  Existem algumas espécies de água doce.
-  Hermafroditas
-  Fecundação cruzada
-  Desenvolvimento direto
-  Respiração cutânea
   Ex: minhoca

Ø  Classe Polychaeta
-  Muitas cerdas inseridas em parapódios
-  Sexos separados
-  Desenvolvimento indireto – larva trocófora
-  Marinhos com poucos de água doce
-  Respiração branquial
    Ex: poliquetas

Ø  Classe Aqueta ou Hirudinea
-  Sem cerdas
-  Com ventosas ao redor da boca e na parte posterior do corpo
-  Clitelo presente mas pouco desenvolvido
-  Hermafroditas
-  Fecundação cruzada
-  Desenvolvimento direto
-  Usado terapeuticamente
    Ex : sanguessuga

 As minhocas são os representantes mais conhecidos. Sanguessugas e poliquetas são os outros representantes. Uma característica marcante nesses animais é a presença de anéis por todo o corpo. daí vem o nome do filo.
O Filo dos anelídeos é o primeiro do Reino animal em que a circulação aparece. vários corações rudimentares bombeiam o sangue que possui hemoglobina pelo corpo do animal. Seu sistema digestório é completo pois possui boca e ânus.
As minhocas desempenham um papel ecológico muito importante na saúde do solo. Como diz o ditado, “solo bom é solo com minhoca” vem do fato desses animais digerirem os resto de matéria orgânica e transformar em húmus, além de fazer túneis no solo que possibilita a circulação do ar.

Filo Molusco
1.     Características gerais:
·         Animais de corpo mole geralmente protegidos por uma concha calcárea
·         Vivem em quase todos os ambientes
·         Mais de 150 mil espécies viventes conhecidas
·         Triblásticos
·         Celomados
·         Simetria bilateral
·         Corpo dividido, basicamente, em cabeça, pé e massa visceral
·         Sistema digestório completo
·         Sistema circulatório aberto (exceção – cefalópodes)
·         Respiração branquial nos aquáticos e pulmonar e cutânea nos terretres
·         Sistema excretor – metanefrídeos
·         Sistema nervoso ganglionar com cordões nervosos
2.     Classificação
leva em consideração o plano corporal:

Ø  Classe Polyplacophora
- Concha formada por 8 placas dorsais
-  Cabeça pouco desenvolvida
-  Grande pé
-  Corpo achatado dorso-ventralmente
-  Alimentam-se de algas
-  Possuem rádula
Ex: quíton

Ø  Classe Gastropoda
-  Mais numerosa e diversificada
-  Marinhos, de água doce e terrestres
-  Concha espiralada e única que protege a massa visceral
-  Cabeça bem desenvolvida com tentáculos e olhos
-  Possuem rádula
-  Podem ser herbívoros ou predadores de outros moluscos e peixes

Ø  Classe Cephalopoda
-  Cabeça bem desenvolvida e pés modificados em tentáculos
-  Funil  -  jatopropulsão
-  Tinta escura
-  Cromatóforos
-  Olhos bem grandes
-  Acentuada cefalização

Ø  Classe Bivalvia ou Pelecipoda
-  Concha com duas partes ou valvas
-  Aquáticos
-  Não possuem cabeça diferenciada
-  Filtradores
-  Podem formar pérolas (nácar secretado pelo manto[5])

Metameria – corpo dividido em segmentos transversais repetidos (metâmeros). A metameria é evidente nos anelídeos.
Clitelo- região diferenciada do corpo da minhoca, próxima à cabeça, que forma o casulo mucoso no qual são postos os ovos. Na região do clitelo abre-se o poro genital feminino.
Rádula – estrutura equivalente a uma “língua raladora” presente na faringe de moluscos como o caracol e a lula. É dotada de pequenos dentes de quitina que permitem raspar alimentos sólidos.
Cromatóforo – células epidérmicas pigmentadas que permitem ao animal mudar de cor e se camuflar no ambiente.
Manto – parede externa dorsal do corpo dos moluscos.

Os Moluscos são animais que podem ser encontrados tanto em ambientes aquáticos quanto terrestres. São animais de corpo mole. Entre alguns de seus representantes marinhos estão o polvo, a lula, ostras e mexilhões . As lesmas caracóis são terrestres porém precisam de um ambiente úmido, pois sua respiração se dá pela pele.
Os moluscos possuem um sistema nervoso bastante desenvolvido, seu sistema digestório é completo e também possuem um sistema circular fechado.
Possuem uma grande importância econômica, pois podem ser utilizados como como alimentos e como ornamentos. há os que causam prejuízo e doenças também.
Os moluscos podem ser divididos em três classes principais: os cefalópodes, gastrópodes e bivalves

Filo Artrópode
→  Animais com apêndices articulados
→  Com metameria → Fusão dos metâmeros → Tagmas
→  Exoesqueleto → C/ mudas → Ecdises
→  Circulação aberta.
→  Sistema excretor presente
→  Sistema digestório completo

Classe Insecta
→  Cabeça, tórax, abdome
→  3 pares de patas
→  Asas → 2 pares, 1 par ou ausentes
→  Antenas → 1 par ou ausente
→  Olhos compostos ou simples
→  Mandíbulas.
→  Aparelho bucal:
.           Mastigador
.           Sugador
.           Sugador picador
.           Sugador não picador
.           Lambedor
→  Presença de glândulas salivares
→  Excreção → Túbulos de Malpighi
                           Excreta → ácido úrico
→  Respiração traqueal / espiráculos
→  Sexos separador / fecundação interna
→  Ovíparos c/ 3 tipos de desenvolvimento:
.           Direto ou ametábolo → sem metamorfose
.           Indireto com metamorfose incompleta ou hemimetábolo
.           Indireto com metamorfose completa ou holometábolo.
→  Exoesqueleto de quitina

Classe Crustacea
→  Cefalotórax e abdome (geralmente)
→  Exoesqueleto impregnado de carbonato de cálcio
→  2 pares de antenas
→  2 olhos compostos / pendunculados
→  1 par de mandíbulas e outros acessórios
→  5 pares de patas
→  1 par de pinças
→  Respiração branquial
→  Sexos separados / fecundação externa
→  Desenvolvimento indireto (na maioria)
→  Excreção → Glândulas maxilares e glândulas verdes ou antenares.
→  Há casos de hermafroditismo com fecundação cruzada e até cópula.

Classe Aracnida
→  Cefalotórax e abdome.
→  Escorpiões → Cauda ou pós-abdome com aguilhão (veneno)
→  Ácaros → Estrutura de corpo única
→  Sem antenas ou mandíbulas.
→  1 par de Quelíceras → alimento
→  1 par de pedipalpos → órgão sensorial e de cópula para o macho.
→  4 pares de patas (cefalotórax)
→  Glândulas fiandeiras → teia
→  Muitos olhos simples
→  Respiração por filotraquéias (estigma → orifício)
→  Excreção → Túbulos de Malpighi / Glândulas coxais.
→  Sexos separados / Fecundação interna / Desenvolvimento direto
→  Aranhas → digestão extra – corpórea.

Classe Chiilopoda
→  1 par de antenas
→  Corpo achatado
→  Cabeça e troco
→  1 par de olhos
→  1 par de patas por segmento do corpo
→  Forcípula → Veneno (1º par de patas / modificado)

Classe Diplopoda
→  1 par de antenas
→  Corpo cilíndrico
→  Cabeça e tronco
→  1 par de olhos
→  2 pares de patas por segmento do corpo

Os artrópodes são o maior grupo dentre todos os animais. São os mais abundantes e podem ser considerados como um verdadeiro sucesso evolutivo devido a sua distribuição em todos os cantos do globo terrestre. O nome artrópode vem do fatos que esses animais possuem pés articulados. Há 3 classes principais, sendo elas a dos Insetos, aracnídeos e crustáceos.
Esses possuem como características um forte exoesqueleto,  a presença de apêndices motores articulados, que alias, por essa característica, dá nome ao filo. Outra característica marcante é fenômeno da muda ou ecdise, que consiste na troca do exoesqueleto de tempos em tempos para permitir que o animal continue crescendo.
Em relação a sua fisiologia e anatomia, possuem sistema digestório completo e a presença dos sistemas circulatório, respiratório excretor e nervoso.

Filo Echinodermata
→  Triblásticos / Celomados / Deuterostômicos .
→  “Espinhos na pele”
→  Simetria primária bilateral → Larva
→  Simetria secundária radiada → Adulto (pentarradiada)
→  Marinhos
→  Dióicos sem dimorfismo sexual
→  Fecundação externa / Desenvolvimento indireto.
→  Capacidade de regeneração.
→  Sistema ambulacrário ou hidrovascular (movimento)
→  Placa madrepórica (entrada e saída de água)
→  Esqueleto interno e calcário.
→  Pedicelárias → Defesa e limpeza.

Classe Asteroidea
→  5 braços (ou múltiplo)
→  Disco central
→  Sem separação nítida entre disco e braços.
→  Boca ventral / Ânus dorsal

Classe Echinoidea
→  Arredondado ou achatado
→  Com espinhos
→  Lanterna de Aristóteles → Alimentação
→  Boca ventral / Ânus dorsal

Classe Ophiuroidea
→  Disco central nitidamente separado dos 5 braços.
→  Sistema digestório incompleto.

Classe Crinoidea
→  Vivem fixos a substratos
→  Ânus e boca do mesmo lado

Classe Holoturoidea
→  Corpo alongado / espinhos reduzidos
→  Árvore respiratória → Trocas gasosas.

Equinodermos são os animais de pele dura e seus representantes mais conhecidos são as estrelas do mar, as bolachas do mar e o ouriços. Possuem sistema digestivo completo e sua respiração se dá por meio de branquias. São animais exclusivamente marinhos e bentônicos. Possuem um sistema único no Reino Animal, é o sistema ambulacral, que permite a locomoção e alimentação do animal. Possuem um endoesqueleto calcário revestido por uma membrana epidérmica muito fina.
O filo dos equinodermos está dividido em cinco classes. Pepinos do mar, lírio do mar e ofiúro são exemplares de animais deste filo.

Referências Bibliográficas
BARNES, R.D., RUPPERT, E.  Zoologia dos Invertebrados. 7ª Edição. São Paulo: Roca. 1996.
LOPES, S. Bio: Volume Único. 1 Edição. São Paulo: Saraiva, 2004.
POUGH, F. Harvey; HEISER, John B.; MCFARLAND, William N. A vida dos vertebrados. 2003.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

RESUMO SOBRE EVOLUÇÃO


EVOLUÇÃO – conjunto de processos que levam a modificações nos seres vivos ao longo do tempo, podendo dar origem a novas espécies

Entender esta diversidade dos seres vivos é um desafio para a ciência

Estudo da evolução se faz pela análise de aspectos das formas fósseis e atuais

EVIDÊNCIAS DE EVOLUÇÃO
Itens que servem de evidência da ocorrência de evolução :

Fósseis
Vestígios da existência, em épocas remotas de seres extintos
Ossos, dentes, pegadas, fezes petrificadas, animais congelados
Rochas onde se encontram – sedimentares
Petrificação –matéria orgânica substituída por minerais - quartzo

Comparação anatômica entre seres vivos atuais
Seres com estruturas que desempenham funções semelhantes, mas não possuem o mesmo ancestral (asas de insetos e aves)

Analogia- semelhança de função sem relação de ancestralidade
Estudo destas estruturas permite refletir sobre o processo de convergência evolutiva

Homologia- relação de ancestralidade, com ou sem igualdade de função
mesma origem embriológica das  estruturas de diferentes organismos, sendo que as estruturas podem ter ou não a mesma função
Sugere ancestralidade comum

Órgãos vestigiais
desenvolvidos em alguns e em outros reduzidos e com função mínima
Coelhos e outros herbívoros com ceco bem desenvolvido e no ser humano reduzido

Comparação entre moléculas- análise de proteínas e DNA de diferentes espécies pode indicar semelhanças ou não
Exemplo- sequencia de aminoácidos que formam o citocromo c ( proteína idêntica na espécie humana e chimpanzé)

TEORIAS EVOLUTIVAS
Para Jean Baptiste Lamarck(1744-1829):

Primeira teoria- cada espécie de ser vivo surge de uma forma primitiva (a partir de matéria não viva e por geração espontânea)

Influência do ambiente para estimular o desenvolvimento ou atrofia de determinadas partes do corpo ( lei do uso e desuso) e a transmissão destas características adquiridas aos descendentes

Exemplo das aves pernaltas

Transmissão dos caracteres adquiridos não está de acordo com as leis da hereditariedade

Em 1859 – Charles Darwin propôs outra explicação para a evolução

Existem variações de característica entre os indivíduos de um grupo e que podem permitir a sua sobrevivência em determinadas situações

Seleção natural (indivíduos mais bem adaptados ao meio são selecionados, se reproduzem e deixam descendentes)

Estudo no arquipélago de Galápagos

Os tentilhões de Darwim surgiram a partir de um ancestral comum- irradiação adaptativa ou divergência evolutiva

TEORIA MODERNA DA EVOLUÇÃO
Novos conhecimentos genéticos foram incorporados às idéias darwinianas – teoria moderna da evolução ou teoria sintética da evolução

TME- considera três fatores evolutivos principais:

Mutação gênica
recombinação gênica
seleção natural
     
Os 2 primeiros são responsáveis pelas diferenças genéticas entre os indivíduos (variabilidade genética) 

BASES GENÉTICAS DA EVOLUÇÃO

Mutação
evento relativamente raro, espontâneo, aleatório e geralmente prejudicial ou associado a agentes externos como radiação ou medicamentos

para espécies de reprodução assexuada é a única forma de ocorrer variabilidade genética

podem ocorrer mutações gênicas e cromossômicas

Mutação gênica

Apenas um loco gênico é afetado

Alteração na sequencia de bases nitrogenadas do DNA ( em geral troca de 1 par de bases por outro par)

Modificação da proteína codificada

Aberrações cromossômicas
numéricas- lotes inteiros de cromossomos (euploidias) e alteração inferior a um lote de cromossomos ( aneuploidia)

estruturais – determinam cromossomos morfologicamente anormais ( deficiências, duplicações, inversão e translocação

Recombinação gênica-
mistura de alelos provenientes de indivíduos diferentes através da reprodução sexuada
Ocorre por meio da segregação independente dos cromossomos e permutação

Seleção natural e adaptação :
Seres mais aptos a enfrentar desafios sobrevivem e deixam descendentes

De acordo com efeitos que exerce na população pode ser :
estabilizadora (aumento de pessoas heterozigóticas para anemia falciforme em regiões endêmicas de malária

direcional (mudança ambiental favorecendo um dos indivíduos- bactérias resistentes a antibióticos

disruptiva ( plantas de regiões de chumbo e zinco)

Seleção sexual- indivíduos de um sexo preferem se acasalar com parceiros portadores de determinadas características

Alguns atributos com o canto, plumagem colorida força física são importantes na conquista da fêmea

Mecanismos de adaptação:
camuflagem
mimetismo

Adaptação – capacidade que todo o ser vivo tem de se ajustar ao ambiente

Pode ser individual (um organismo se ajusta às condições ambientais) ou evolutiva (a população se ajusta ao ambiente

Camuflagem – espécie com uma ou mais características que se assemelham ao ambiente ( pelagem das raposas do ártico)

Mimetismo- duas espécies diferentes compartilham alguma semelhança (cobra-coral)

domingo, 8 de setembro de 2019

RESUMO SOBRE SISTEMA SENSORIAL




TATO

Pele (ou cútis):
⦁ órgão de revestimento externo do corpo
⦁ o maior órgão do corpo humano e o mais pesado
⦁ responsável pela proteção do organismo
⦁ funções imunitárias (defesa=leucócitos, linfócitos mastócitos)
⦁ principal órgão da regulação do calor
⦁ protege contra a desidratação
⦁ funções nervosas, constituindo o sentido do tato
⦁ metabólicas, como a produção da vitamina D.
⦁ protege contra a radiação

Histologia

A pele tem três camadas

1-Córnea, 2-Epiderme, 3- Derme, 4- Tecido adiposo subcutâneo

O ciclo celular da pele
A pele normal produz cerca de 1 250 células por dia para cada cm² e essas células são provenientes de 27000 células

A duração normal do ciclo celular da pele é de 311 horas

Sensores

Para obter as percepções táteis TEMOS terminações nervosas e corpúsculos = receptores táteis.

Nas regiões da pele providas de pêlo:
a) terminações nervosas (captam as forças mecânicas aplicadas contra o pêlo)

b)receptores de Ruffini (são receptores térmicos de calor).

Na pele desprovida de pêlo e também na que está coberta por ele, encontram-se ainda três tipos de receptores comuns:

a) Corpúsculos de Paccini:
Captam especialmente estímulos vibráteis e táteis = pressão.

b) Corpúsculos de Meissner
Estão nas saliências da pele sem pêlos (como nas partes mais altas das impressões digitais)percebem o tato leve.

c) Discos de Merkel:
De sensibilidade tátil e de pressão. Os movimentos de pressão e tração sobre epiderme desencadeiam o estímulo.

d) Bulbos terminais de Krause:
Receptores térmicos de frio.Situam-se nas regiões limítrofes da pele com as membranas mucosas (por exemplo: ao redor dos lábios e dos genitais).

e) Terminações nervosas livres:
Sensíveis aos estímulos mecânicos, térmicos e especialmente aos dolorosos.


VISÃO
 No escuro é muito difícil e, às vezes, até mesmo impossível ver alguma coisa. É a luz que estimula o tecido nervoso de nossos olhos e nos permite distinguir a forma, o tamanho, a cor, o movimento, à distância das coisas, etc.

Ao contrário do cérebro humano, nossos olhos não são particularmente bem desenvolvidos quando comparados com os de outros animais. Muitos animais podem ver melhor no escuro, como o gavião,

Elas são capazes de descobrir um mini rato escondido na grama enquanto estão voando bem alto. Nossa visão é boa, mas não única, e o ponto mais forte do olho humano é a visão das cores e nossa habilidade de dizer a que distância está um objeto apenas olhando para ele.

Nossos olhos são quase esféricos e estão alojados nas cavidades orbitais da face. As paredes do globo ocular são constituídas por três membranas: esclerótica, coróide e retina.

GLOBO OCULAR
Cada olho é constituído por 3 túnicas (camadas):
Externa: Protetora. São a córnea e a esclera.
Média: Vascular. Compreende a íris, a coróide e o corpo ciliar.
Interna: Nervosa. É a retina.

ESCLERA
É a parte branca e opaca da camada externa do olho. É conhecida popularmente como "branco do olho".
A esclera tem função protetora e ajuda a manter a forma do olho.

CONJUNTIVA
É uma camada muito fina, transparente e com muitos vasos, que recobre a esclera na parte anterior do olho e a parte interna das pálpebras.

CÓRNEA
É a parte transparente do olho, é como se fosse um "vidro de relógio".
A córnea é a superfície de maior poder de refração do olho, visando formar a imagem nítida na retina e protege a parte anterior do globo ocular.

ÍRIS
É a parte colorida do olho, fica atrás da córnea (é vista porque a córnea é transparente).
A íris possui em seu centro um orifício chamado pupila.

PUPILA
A pupila também é chamada popularmente de "menina do olho". Ela regula a entrada de luz no olho; contraindo-se em ambientes iluminados e aumentando (dilatando) no escuro

CORÓIDE
É formada por vasos sangüíneos e responsável por parte da nutrição do olho, da retina.

CORPO CILIAR
Forma o "humor aquoso", que preenche a parte anterior do olho.
Possui o músculo ciliar, que sustenta o cristalino no lugar e altera a forma deste (acomodação).

CRISTALINO
É uma lente transparente situada atrás da íris. Modifica sua forma para dar maior nitidez à visão (acomodação visual), - como se faz com um binóculo- permitindo a visão precisa de objetos próximos e distantes.

Com o passar dos anos, o cristalino perde sua elasticidade e a capacidade de mudar sua forma. Por isso, muitas pessoas a partir dos 40 ou 50 anos necessitam de óculos para perto, especialmente para leitura, com o objetivo de compensar esta perda visual chamada, tecnicamente, de presbiopia.

A perda da transparência (opacificação) do cristalino, também freqüente em pessoas idosas, é chamada de catarata e freqüentemente leva à cegueira

VÍTREO
Também chamado humor vítreo.
É uma substância gelatinosa que preenche toda a cavidade posterior do olho, atrás do cristalino. O vítreo mantém a forma do olho.

RETINA
É a camada mais interna do olho. Formada por receptores especiais sensíveis a luz. Estes transformam os estímulos luminosos em estímulos nervosos. Os estímulos são levados até o cérebro.

PONTO CEGO
O ser humano tem um pequeno ponto cego no olho. Fica localizado no fundo da retina. Está situado ao lado da fóvea e é o ponto que liga a retina ao nervo óptico. Estranhamente é desprovido de visão.

MÁCULA
É a região central da retina, responsável por visão de detalhes, como a leitura.

NERVO ÓPTICO
É formado a partir da retina e conduz o estímulo visual ao cérebro.

PARTE EXTERNA DO OLHO

MÚSCULOS EXTRÍNSECOS
Prendem-se na esclera e fazem os movimentos dos olhos. São seis músculos em cada olho e trabalham em conjunto entre si.

Glândulas lacrimais:
Produzem lágrimas continuamente; esse líquido, que é espalhado pelos movimentos das pálpebras, lava e lubrifica o olho; quando choramos, o excesso de líquido desce pelo canal lacrimal e é despejado nas fossas nasais, em direção ao exterior do nariz.

OLFATO E PALADAR
Os sentidos da olfação e da gustação são considerados químicos, pois dependem do estímulo de substâncias químicas sobre receptores especiais.

O OLFATO
O olfato é o sentido que nos permite sentir os odores. As substâncias têm cheiro quando desprendem partículas que, levadas pelo ar, impressionam as terminações das células nervosa olfativa, localizadas na região superior da mucosa que reveste as fossas nasais.

Estimuladas, as células olfativas transmitem impulsos nervosos ao nervo olfativo, que, por sua vez, os transmite à área cerebral responsável pela olfação. Aliás, muito do que geralmente chamamos paladar é realmente olfato

O PALADAR
O paladar é o sentido que nos permite sentir os sabores. Os sabores básicos são quatro: doce, salgado, azedo e amargo. Todos os outros são combinações desses quatro.

As impressões gustativa são percebidas por terminações de células nervosas presentes nas papilas linguais, também chamadas papilas gustativas. Essas papilas estão localizadas na mucosa que recobre a língua. Os diferentes sabores são percebidos em diferentes regiões da língua.

Para que possamos sentir o sabor de uma substância, é preciso que ela se dissolva em água ou na saliva. Assim, as células gustativas são estimuladas, e os impulsos nervosos são conduzidos pelos nervos gustativos às áreas cerebrais responsáveis pela gustação. Aí os impulsos são identificados como sabores.

AUDIÇÃO
A orelha, órgão responsável pela audição, está dividido em três partes: orelha externa, orelha média e orelha interna.

PARTES DA ORELHA

a) A ORELHA EXTERNA

É formado pela orelha ou pavilhão auditivo e pelo canal auditivo externo. Toda a orelha (exceto o lobo) é constituída por tecido cartilaginoso recoberto por pele.

O canal auditivo externo tem cerca de três centímetros de comprimento e está escavado em nosso osso temporal.

É revestido internamente por pêlos e glândulas, que fabricam uma substância gordurosa e amarelada, denominada cerume.

Tanto os pêlos como o cerume retêm poeira e micróbios que normalmente existem no ar e eventualmente entram nos ouvidos.

O canal auditivo externo termina numa delicada membrana, o tímpano.

b) A ORELHA MÉDIA

O orelha média é uma pequena cavidade situada no osso temporal, atrás do tímpano. Dentro dela estão três ossículos articulados entre si, cujos nomes descrevem sua forma: martelo, bigorna e estribo.

A orelha média comunica-se também com a faringe, através de uma canal denominado tuba auditiva.

Esse canal permite que o ar penetre no ouvido médio. Dessa forma, de um lado e de outro do tímpano, a pressão do ar atmosférico é igual

Quando essas pressões ficam diferentes, não ouvimos bem, até que o equilíbrio seja restabelecido.

c) A ORELHA INTERNA

A orelha interna é formado por escavações no osso temporal, revestidas por uma membrana e preenchidas por um líquido.

É constituído pelo vestíbulo, pelos canais semicirculares e pela cóclea.

No interior do vestíbulo existem células nervosas relacionadas com o nervo auditivo.

A cóclea é uma estrutura em espiral. Dentro dela estão as principais terminações nervosas da audição.

Os canais semicirculares, três tubos em forma de semicírculo, não tem função auditiva, mas são importantes na manutenção do equilíbrio do corpo.

O MECANISMO DA AUDIÇÃO

As ondas sonoras que se propagam no ar são recebidas pela orelha. Daí passam para o ar que preenche o canal auditivo externo, até encontrar o tímpano, que entra em vibração.

Essa vibração é transmitida aos ossículos e ao ar que existe no ouvido médio. Atinge, então, as membranas da janela oval e da redonda. Dessa forma, o movimento vibratório propaga-se pelo líquido do ouvido interno.

As vibrações, captadas pelas terminações das células nervosas da cóclea, são transformadas em impulsos até o cérebro, que os transforma em sensações sonoras.

Os movimentos da cabeça fazem com que o líquido no interior do ouvido se agite e estimule as células nervosas dos canais semicirculares. Ao receber esse impulsos nervosos, o cérebro identifica a posição de nosso corpo no espaço. Então, envia ordens para que os músculos ajam, mantendo o corpo em equilíbrio.
O cerebelo, órgão que controla os movimentos musculares, também participa dessa ação.



RESUMO SOBRE RESPIRAÇÃO CELULAR



A Respiração celular aeróbica tem  como objetivo principal produzir energia a partir da decomposição de glicídios, gorduras e aminoácidos, utilizando, para tal, o oxigênio.

A fonte de energia mais utilizada é a glicose (não a mais energética), os aminoácidos e os ácidos graxos fornecem mais energia mas são menos utilizados.

As reações de respiração são exotérmicas(liberação de energia). Na respiração a destruição das cadeias de carbono se dá gradativamente para evitar o excesso de calor liberado, o que prejudicaria a ação do mecanismo enzimático celular.

C6H12O6 + 6O2  =  6CO2 + 6H2O + 30 ATP

“Desmontagem” gradual da glicose na presença do oxigênio, produzindo CO2, H2O e liberando ENERGIA (ATP)
obs: O processo de respiração celular é equivalente ao da combustão

Etapas:

·Glicólise: hialoplasma (2ATP)
·Ciclo de Krebs: na matriz mitocondrial (2ATP)
·Cadeia Respiratória: nas cristas mitocondriais (34ATP)

Glicólise

Este processo é fornecido uma quantidade de energia suficiente para a síntese de 2 moléculas de ATP(Trifosfato de Adenosina), a partir de 2 ADP (Difosfato de Adenosina) e 2 Pi (Fosfato inorgânico). Ocorre também a transferência de átomos de Hidrogênio ou elétrons para NAD+, formando NADH. Fica assim:

1º Quebra da molécula de glicose a qual só ocorre se for ativada por 2 molécula de ATP cedida pela célula

2º Ocorre a desidrogenação (Perda de Hidrogênio) do Ácido Pirúvico pela NAD (Nicotinamida Adenina Dinuclotídeo) formando NAD.2H

3º Ocorre também a descarboxilação (Retirada de CO2) Formando o ácido Acético.

OBS.: A quebra direta dessa pequena cadeia libera energia em excesso, o que ameaçaria a integridade da célula. Então o grupo une-se a coenzima-A.

A glicose penetra na célula na forma de glicose-fosfato, sofre a degradação.

Origina: 2 ácidos pirúvicos  +  NADH  +  H+ .

NAD = NICOTINAMIDA ADENINA DINUCLEOTÍDEO
(Transfere H de um composto para outro)

Glicose + Consumo de 2 ATP

2 Ácidos Pirúvicos + 4H+ + Produção de 4 ATP
   (2C3H4O3)

2H+ são Transportados pelo NAD passando
Para o estado reduzido de NADH

Obs: Consumo de 2 ATP e Produção de 4ATP
(RENDIMENTO ENERGÉTICO: 2 ATP)

CICLO DE KREBS (Ciclo do ácido cítrico ou tricarboxílico)

A acetilcoenzima-A entra no ciclo de Krebs e condensa-se com ácido oxalacético que irá propiciar a quebra gradativa das ligações da molécula.

O ácido oxalacético, uma vez ligado ao acetil-coA, formará o ácido cítrico que sofre várias desidrigenações(perda de hidrogênio) e descarboxilações (perda de CO2) resultando vários compostos intermediários como: ácido Isocítrico; ácido Oxalosuccínico; ácido α-Cetoglutárico; Succinil CoA; ácido Succinio; ácido Fumárico e ácido málico e finaliza a 1ª volta com o Oxalacético.

A descarboxilase leva à produção de CO2.  E existe uma reação exoenergética que promove a síntese de 2 moléculas de ATP.

Resumindo é produzido elétrons com alta energia e prótons, gerando CO2.

OBS.: O ciclo apresenta um rendimento energético baixo, ele apresenta metabólitos que serão usados para síntese de aminoácidos e hidratos de carbono.

O ácido pirúvico produzido na glicólise penetra na matriz mitocondrial reagindo com com CoenzimaA produzindo acetilCoA .

Há também a participação de NAD que se transforma em NADH ao capturar H+.

C3H4O3 + CoA + NAD = AcetilCoA + CO2 + H+

2 ácido pirúvico + CoA

2 AcetilCoA + Ácido Oxalacético

Liberação de CoA + Ácido cítrico + 2CO2

Liberação de H+ capturados pelo NAD passando a NADH e pelo FAD passando a FADH2

EM RESUMO, NO CICLO DE KREBS:

Produz-se: 2CO2 + 3NADH + 1 FADH2
Há Consumo de 2 ATP e Produção de 4ATP
(RENDIMENTO ENERGÉTICO: 2 ATP)

CADEIA RESPIRATÓRIA (CADEIA TRANSPORTADORA DE ELÉTRONS OU FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA) - Sistema Transportador de Elétrons e Transferência dos Hidrogênios

A transferência dos hidrogênios do NADH2 e do FADH2 para um aceptor X que passa para um aceptor Y e assim por diante percorrendo a trilha enzimática organizada ao longo das cristas mitocôndriais até chegar no aceptor final (Oxigênio) formando H2O.

É uma cadeia formada por enzimas, cuja função é transportar elétrons.

Os transportadores são chamados de citocromos e são ricos em ferro.

Os elétrons transportados através dessa cadeia são de alta energia, e ao longo do caminho vão cedendo essa energia de forma gradual, ao passarem de um transportador para o outro.

OBS.: Ela é veiculada para três locais determinados da cadeia, onde ocorre a síntese de ATP. (Produz 36 ATP por molécula de Glicose consumida).

Durante o deslocamento haverá a formação de H2O (compensar o gasto ocorrido no ciclo de Krebs) além da Formação de ATP.

O ciclo de Krebs e a Cadeia Respiratória ocorrem juntos transformando 2 Ácido Pirúvicos, 6 moléculas de Oxigênio em 6 moléculas de CO2 e 6 moléculas de H2O.
Produz CO2, H2O e Energia(calor).

Etapa de maior síntese de ATP
Ocorre reoxidação de NADH e FADH em NAD e FAD.
Ocorre liberação de grande quantidade de elétrons com formação de O2 e H2O.
2NADH +  H+ + O2 =  2NAD + 2H2O
2FADH2 + O2 =  2FAD + 2H2O

FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA

ADP + P = ATP

CADEIA TRANSPORTADORA DE ELÉTRONS

CITOCROMOS = São proteínas transferidoras de elétrons que possuem Fe e Cu e estão localizadas nas cristas.A energia liberada pelos elétrons com alta energia a partir de 1 glicose pode formar 26 ATP.

A primeira etapa da respiração (glicólise) é anaeróbica pois não utiliza oxigênio;36% da energia da glicose consegue ser convertida em ATP, o restante é liberado na forma de calor.(endotermia/febre);

Além dos carboidratos, as proteínas e as gorduras também podem ser fontes de moléculas de 2C (acetil) a iniciarem o Ciclo de Krebs, ou seja, também podem funcionar como combustíveis celulares. No emagrecimento as gorduras corporais são quebradas e “queimadas” dentro das mitocôndrias.



terça-feira, 3 de setembro de 2019

RESUMO SOBRE ZOOLOGIA DE VERTEBRADOS




Caracteres gerais dos CORDADOS

• Uma notocorda dorsal, semelhante a um bastonete, presente durante pelo menos parte do ciclo vital.

• Um tubo nervoso dorsal oco presente em algum momento do ciclo de vida.

• Fendas branquiais presentes na região faríngea durante algum estágio do ciclo de vida.

• Frequentemente com uma cauda projetando-se atrás do ânus.

• Simetria bilateral, com três folhetos germinativos e um corpo segmentado.

• Celoma de origem enterocélica.

• O esqueleto, quando presente, é um endoesqueleto formado no mesoderma.

• Sistema circulatório fechado com um coração ventral.

• Sexos geralmente separados (alguns hermafroditos ou protândricos); ovíparos ou vivíparos.


UROCHORDATA - Notocorda e tubo nervoso apenas na larva; adulto dentro de túnica secretada

Hemicordados- Estes animais têm aspecto vermiforme, com +ou-1,5m, são marinhos e vivem em túneis que escavam na areia usando sua probóscide (tromba). Além de fazer parte da família que o representa, Balanoglossus.

Protocordados- São animais simples, marinhos e sem vértebras, crânio ou encéfalo. Também chamados de cordados inferiores: encontramos os urocordados e cefalocordados.

Urocordados- Quase todo corpo formado pela cesta faringeana, quando adultas perdem o tubo nervoso e a notocorda. Apenas as larvas apresentam características de cordados (semelhante a girino), são hermafroditas ou sofrem brotamento de tamanho microscópico até 30cm.


CEPHALOCHORDATA - Pequeno grupo – anfioxo – mais próximo de vertebrados, formato parecido com peixe (5cm), vivem em águas rasas e com corpo parcialmente enterrado nas areias, tentáculos ao redor da boca, corpo segmentado e musculatura em “V”. Notocorda e tubo nervoso ao longo de todo o corpo e persistentes; fendas branquiais também persistentes


Vertebrados- Coluna vertebral, crânio e encéfalo, locomoção mais rápida (apêndices), órgãos sensoriais desenvolvidos, grande encéfalo protegido pelo crânio, órgãos internos suspensos num grande celoma, ciclostomados, peixes e tetrápodes (anfíbios, répteis, aves e mamíferos).


Ciclóstomos- Também conhecidos como ágnatos, os ciclostomados são animais aquáticos vertebrados. São os vertebrados mais primitivos; têm o corpo cilíndrico e podem chegar a 1 metro de comprimento, não têm mandíbula (ágnatos), escamas, nem nadadeiras pares. Esse grupo é representado pelas lampreias e peixes-bruxa.


Superclasse PISCES – São vertebrados aquáticos providos de nadadeiras pares, brânquias, pele com escamas e mandíbula, divididos em duas classes: Osteichthyes (peixes ósseos) e Chondrichthyes (peixes cartilaginosos).


OSTRACODEMI: Peixes primitivos encouraçados. Escamas grandes, frequentemente fundidas formando escudos cefalotorácico

PLACODERMI: Peixes primitivos. Mandíbulas primitivas; fenda branquial completa na frente do hióide


OSTEICHTYES: Peixes ósseos. Pele com escamas ciclóides ou ctenóides; 4 pares de brânquias em uma cavidade comum coberta por opérculo (peixes ósseos)

 * possuem corpo geralmente coberto de escamas dérmicas, intestino terminando em nus e boca anterior;

 * esqueleto ósseo, opérculo cobrindo quatro ou, s vezes, cinco pares de brânquias;

 * com bexiga natatória que ajuda na flutua o, mantendo o equilíbrio do peixe em diferentes profundidades; cora o com duas cavidades e circula o venosa.

 * fecundação externa na maioria;

 * subclasse sarcopterígeos engloba os peixes pulmonados ou dipnóicos (pirambóia); subclasse actinopterígeos tem nadadeiras raiadas e inclui a maioria dos peixes.


CHONDRICHTHYES: Tubarões e raias. Pele com escamas placóides; esqueleto cartilaginoso; 5 a 7 pares de brânquias em fendas separadas (peixes cartilaginosos)


* possuem boca com mandíbulas, nadadeiras pares, escamas placóides e esqueleto cartilaginoso;

* a boca ventral, com várias fileiras de dentes;

* de cinco a sete pares de brânquias;

* o coração tem duas cavidades, por onde circula apenas sangue venoso;

* a fecundação interna e o desenvolvimento direto;

* ocorrem duas subclasses: elasmobrânquios (tubar es e raias) e holocéfalos (quimeras).


Superclasse TETRAPODA – Extremidades pares, pulmões, pele cornificada, esqueleto ósseo


CLASSE AMPHIBIA: Anfíbios. Pele úmida, mole, sem escamas externas

 * tem pele lisa, sem escamas (exceto as cecílias), com glândulas mucosas;

 * adultos tem respiração pulmonar e cutânea; a larva tem respiração branquial;

 * coração com três cavidades, com circulação dupla e incompleta;

 * fecundação externa; desenvolvimento indireto com uma larva com cauda e brânquias, o girino;

 Dividem-se em 

ANUROS - com pernas e sem cauda (sapos, rãs e pererecas)

URODELOS - com pernas e cauda (salamandras e tritões)

GIMNOFIONOS - sem pernas e com corpo alongado (cecílias)


CLASSE REPTILIA

QUELÔNIOS- com carapaça óssea e bico córneo (tartarugas)

ESCAMADOS - compreende os ofídios (cobras) e lacertílios (lagartos); as cobras peçonhentas possuem dentes inoculadores de veneno

CROCODILIANOS - apresenta coração com septo do ventrículo completo; cavidade torácica separada da abdominal (crocodilos e jacarés)

ESFENODONTES - também chamados rincocéfalos, são representados por uma única espécie; possui sob a pele o olho pineal capaz de acusar variações de luz (tuatara)


CLASSE AVE - Pele com penas; extremidades anteriores transformadas em asas; homeotermos

 * possuem o corpo coberto de penas, que funcionam como isolante térmico e auxiliam no vôo;

 * os membros anteriores estão transformados em asas, e os ossos são ocos e leves;

 * possuem bicos e não tem dentes, o que é compensado por um estomago mecânico, a moela; o estômago químico ou proventrículo; em muitas aves ocorre uma dilatação no esôfago, o papo, na qual o alimento armazenado e amolecido;

 * nos pulmões há sacos aéreos, que garantem um fluxo continuo de ar para o pulmão; na traqueia há uma bolsa com cordas vocais, a siringe, responsável pelo canto e grito das aves;

 * a circulação é dupla e completa; coração com quatro cavidades;

 * não possuem bexiga urinária e eliminam ácido úrico;

 * são ovíparas, com desenvolvimento direto e homeotérmicas.


CLASSE MAMMALIA - Pele com pelos; homeotermos; amamentam os filhotes

 * são animais homeotermos que apresentam pelos e glândulas mamárias, sudoríparas e sebáceas na pele;

 * tem dentes diferenciados - heterodontes;

 * a respiração pulmonar, com alvéolos e diafragma;

 * circulação dupla e completa; coração com quatro cavidades;

 * os rins eliminam uréia;

 * o cérebro muito desenvolvido.

 * ORIGEM: surgiram dos répteis e somente se espalharam pelo planeta após a extinção dos dinossauros.


PROTOTÉRIOS - são ovíparos (ornitorrinco)


METATÉRIOS - são vivíparos com placenta rudimentar (canguru e gambá)


EUTÉRIOS - são vivíparos e tem placenta (a maioria dos mamíferos)

Mapas Mentais para Vestibular e ENEM 2