segunda-feira, 2 de junho de 2014

Tree of life










Tree of Life Web Project (TOL) é um trabalho de colaboração de biólogos e amantes da natureza de todo o mundo. O projeto fornece informações sobre a biodiversidade, as características dos diferentes grupos de organismos, e sua história evolutiva.

domingo, 1 de junho de 2014

O comportamento sexual do mundo animal

Nós podemos pensar que os seres humanos são uma espécie complicada. O sexo, então, nem se fala... É uma coisa difícil de definir, mas também com seus clichês e comportamentos levados adiante por causa das condições biológicas da espécie. Já pensou como seria se os humanos tivessem os mesmos rituais de acasalamento que os outros animais. Abaixo você pode ver alguns exemplos...
Hienas
Entre as hienas quem manda são as fêmeas. Elas são muito maiores que os machos e mais agressivas também. Na hierarquia dos grupos, mesmo as hienas fêmeas mais inferiores ficam acima dos machos. Os machos sentem muito medo das fêmeas, até mesmo de filhotes. As hienas têm um pseudopênis que pode ficar ereto e é muito maior do que o pênis verdadeiro dos machos. O pseudopênis das fêmeas serve para dificultar a cópula.

Aves-do-paraíso
Entre as aves, quando há dimorfismo, o macho tem penas exuberantes e coloridas. Trajados com belos figurinos, as aves-do-paraíso (Tribo Paradisaeini)  fazem da floresta a sua pista de dança. Mesmo sem as fêmeas por perto ele está nas árvores, praticando os passos. Quando uma fêmea se aproxima é hora do show. Ele deve apresentar sua melhor dança e suas penas devem impressionar a fêmea que escolherá o melhor entre os machos. Assim, a cada nova geração machos com penas mais vistosas e melhores dançarinos serão selecionados. Jovens observam os adultos para aprender os passos para se conquistar uma fêmea.

Bonobos
Os bonobos são um dos primatas mais próximos da espécie humana, assim como os chimpanzés. Porém, os grupos sociais destes parentes são bem diferentes da nossa. Entre os bonobos, as fêmeas (menores e mais fracas) dominam os machos através da coesão nas decisões entre elas e o sexo. Na sociedade de bonobos tudo é uma desculpa para o sexo, principalmente quando o clima fica tenso.  Mesmo entre indivíduos do mesmo sexo, uma rapidinha é a escolha para acabar com qualquer conflito. Os bonobos não tem tabu e entre chimpanzés e humanos são os que formam os grupos mais pacíficos e com laços fortes entre seus companheiros. Literalmente eles "fazem amor e não a guerra".

Metellina segmentata
Aranhas macho arriscam sua vida para se reproduzir. Para as aranhas Metellina segmentata não é diferente. Eles sorrateiramente chegam às teias da fêmea e amarram elas com sua seda. O macho deve ser rápido porque não é muito difícil para a fêmea sair das amarras. Logo depois da cópula ela se desamarra e é melhor o macho estar bem longe dali nesta hora.

Formigas
Somente as rainhas geram os indivíduos de um ninho. Elas se reproduzem com apenas alguns machos que depositam seus espermatozoides no início de sua vida. Um órgão especial no aparelho genital das fêmeas guarda este espermatozoide que vão sendo fertilizados ao longo da vida dela. Estes ovos fertilizados darão origem apenas a operárias e soldadas fêmeas. Como o controle da liberação dos espermatozoides pode ser controlada, a fêmea escolhe alguns óvulos que não serão fertilizados para ter filhos machos. Portanto, os machos em um formigueiro nunca terão um pai.

Sépias
Quando chega a época de reprodução, os machos de sépia mais fortes saem a procura de um bom lugar em rochas para que fêmeas botem os ovos. As fêmeas são bem menores e saem a procura dos machos e seus abrigos para saber quem são os melhores e mais fortes. Quando ela escolhe um, o macho segura a fêmea no seu abrigo para que ela não transe com outro. Porém, a fêmea também procura por machos inteligentes e eles existem! Por serem menores, estes machos acabam se parecendo com fêmeas. Eles seduzem o macho forte dono do abrigo e em certo momento se revelam como machos mudando sua cor. A fêmea gosta disso e também se reproduz com o macho esperto e assim aumentam as chances dela possuir filhotes que sejam fortes e também espertos numa condição de sobrevivência.

Retirado de : http://www.biologiatotal.com.br/blog/o+comportamento+sexual+do+mundo+animal-169






sábado, 31 de maio de 2014

Músiquinha sobre Poríferos (ou Explicando Bob Esponja Calça Quadrada!)

Vive em água doce e vive no mar…
BOB ESPONJA CALÇA QUADRADA!
Usa o coanócito pra se alimentar…
BOB ESPONJA CALÇA QUADRADA!
Faz digestão intracelular…
BOB ESPONJA CALÇA QUADRADA!
Tem vida séssil, não pode andar…
BOB ESPONJA CALÇA QUADRADA!
Nem tecidos, nem órgãos pode formar…
BOB ESPONJA CALÇA QUADRADA!
Seu corpo é capaz de regenerar…
BOB ESPONJA CALÇA QUADRADA!
Áscon, Sícon e Lêucon também!
BOB ESPONJA CALÇA QUADRADA!
Bob esponjaaaa calçaaaa quadraaaaadaaaaa!!!”

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Desmascarando o Zorro: cientistas ajudam a explicar porque alguns animais têm os olhos “mascarados”

O fictício Zorro, herói mascarado da antiga Los Angeles, foi criado em 1919 pelo escritor norte-americano Johnston McCulley e ganhou fama no final da década de 1950 na série televisiva colocada no ar pela Walt Disney Productions. O “mocinho” Diego de La Vega combatia o crime e capturava os impunes vestindo roupas e chapéu pretos e, para esconder sua verdadeira identidade, cobria a metade superior do rosto com um lenço de mesma cor, que apenas deixava os olhos à mostra.
Zorro
O Zorro da série Disney, interpretado por Guy Williams.
O que poucos sabem é que o personagem teve o nome inspirado em uma alusão à raposa, que em espanhol chama-se zorro. Além de raposas (Vulpes sp.), muitos outros vertebrados apresentam face mais escura que o restante do corpo, tais como o guaxinim, a orca, alguns furões, o peixe-bode e diversas aves, dentre elas o picanço-mascarado (Lanius nubicus).
Young raccoon
Um jovem guaxinim mostrando sua face mascarada.
Na procura por uma possível função para a máscara ostentada por esses animais, pesquisadores na cidade de Eilat, Israel, correlacionaram o sucesso na captura de alimento com a presença ou ausência da máscara negra em machos de picanços-mascarados. Como, geneticamente, todos os machos apresentam a tal máscara, a ideia dos cientistas foi pintar de guache branco algumas das aves a serem observadas durante a pesquisa e compará-las com aquelas que mantiveram suas faces negras. Para que a comparação não fosse tendenciosa, uma parte das aves teve a máscara escondida pela tinta branca, outra parte delas recebeu uma “mão” de tinta preta sobre a máscara já existente e a última parcela foi composta de aves que não receberam tinta alguma (o grupo controle).
Já é sabido que animais como o picanço-mascarado, que sentam e esperam a aproximação de seu alimento, preferem atacar com o corpo voltado para o sol, evitando, assim, denunciar o seu ataque pela formação de sombra sobre a presa. No entanto, voltar a face ao sol pode ofuscar a visão da ave e igualmente diminuir as chances de sucesso na captura.
pmascarado
O picanço-mascarado.
Neste sentido, a equipe de pesquisadores acreditava que a máscara negra na face da ave poderia evitar a reflexão de luz ao redor dos olhos e permitir maior acuidade visual na hora da investida por alimento. De forma bastante semelhante, jogadores de futebol americano frequentemente pintam listras escuras na face para diminuir a incidência luz nos olhos quando jogam em dias ensolarados.
Para conforto dos pesquisadores, o estudo mostrou que as aves que tiveram seus rostos desmascarados com a tinta branca apresentaram um sucesso na captura de alimentos em média 30% menor que aquelas que permaneceram mascaradas. Para boa parte delas a luz aos olhos era tão incômoda que preferiram atacar suas presas com as costas voltadas ao sol, mesmo com a chance de serem mais facilmente detectadas pela movimentação de sombras sobre o alvo.
Sendo assim, intencionalmente ou não, McCulley acertou em cheio na criação do seu personagem. A charmosa máscara dá ao herói um ar sorrateiro, tal qual ocorre na natureza em diversos animais.
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Fonte:
YOSEF, Reuven; ZDUNIAK, Piotr e TRYJANOWSKI, Piotr. Unmasking Zorro: functional importance of the facial mask in the Masked Shrike (Lanius nubicus). Behavioral Ecology. vol. 23 no. 3, pág. 615-618. Advance Access publication 3 February 2012.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Entre Picadas e Mordidas: Brasil, um país dengoso!

No começo dos anos 90, enquanto fazia meu melhor para danificar meus olhos assistindo TV o mais perto possível, era recorrente uma campanha contra a dengue na qual estavam Chitãozinho, Xororó e seus respectivos mullets nos alertando em forma de canção sobre os perigos da doença e as formas de prevenção. Duas décadas se passaram, a dupla sertaneja deu uma sumida, mas a dengue continua fazendo turnês anuais por todo o Brasil.
Sempre com público assíduo
Esse ano, só na grande São Paulo, foram registrados mais de 5 mil casos da doença, sendo que bairros como o Jaguaré tiveram uma incidência de 1.578,3 casos/100 mil habitantes. Sério, reflita sobre esse número. Nesse bairro, a cada 200 pessoas, 3 tiveram uma doença potencialmente fatal. Houve uma redução de 80% nos casos em relação ao ano passado. Isso não significa que temos um número bom esse ano devido ao surto dos últimos meses, que pote levar a um novo e infeliz recorde. O ano passado já foi um absurdo, com 204.650 casos. Em 2013, 1% do Brasil pegou dengue, e dessas 33 morreram. Pode parecer um número pequeno, mas a dengue é além de tudo uma doença debilitante, que faz com que o paciente perca dias de atividades e produtividade. Um exemplo disso é o fato de alguns hospitais não conseguirem atender a demanda, pois a própria equipe está com dengue (http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2014/05/pacientes-e-medicos-com-dengue-lotam-hospital-de-jau-sp.html).
A dengue é uma doença causada por um Flavivírus. Para que esse vírus chegue até um ser humano, é necessário um vetor, o famoso Aedes. Todos os gêneros de Aedes podem infectar seres humanos, mas Aedes aegypti é o principal vetor. O mosquito adquire o vírus picando uma pessoa infectada, normalmente no começo da manhã e fim da tarde. O vírus se aloja inicialmente nas células que cobrem o intestino do inseto, para posteriormente se espalhar por outros lugares do corpo, incluindo as glândulas salivares. Se o mosquito tiver as glândulas salivares cheias de vírus e picas outra pessoa, esta pobre coitada será infectada. O vírus parece não causar mal ao inseto, que pode ficar infectado a vida toda.
Olá
Os sintomas da dengue são bem diversos e podem variar conforme a gravidade do caso. Normalmente as pessoas infectadas apresentam apenas uma febre leve que pode ser acompanhada de sintomas como dor de cabeça, dores pelo corpo, diarréia e vômitos e erupções na pele. Cerca de 5% dos casos evoluem para estado crítico, a chamada dengue hemorrágica. Nesse caso, todos os sintomas já descritos podem ser acompanhados de hipotensão, convulsões, sangramentos da boca e nariz e sangramento gastrointestinal. Em alguns casos existe alteração de comportamento devido à presença do vírus no cérebro.
A dengue não tem cura e o tratamento é baseado em dar apoio para o corpo se recuperar e tratar cada sintoma de forma adequada. A profilaxia continua sendo a melhor forma de combate a doença, o que nos remete ao começo desse texto.
Duas décadas depois, a dengue continua firme e forte varrendo o país. O que antes parecia um problema sazonal, agora não tem data para acontecer. Os casos se espalham no decorrer do ano e a população parece não ter aprendido muita coisa. Estamos cansados de saber que o mosquito precisa de água parada para botar seus ovos, que darão origem a larva do inseto. Ainda assim, é ridiculamente fácil encontrar lugares propícios para qualquer mãe mosquito fazer a festa. As ações são simples e consistem em apenas não deixar qualquer resquício de água relativamente limpa e parada exposto por ai.
Bem vindo ao clube da dengue!
Numa tentativa de controlar o inseto, pesquisadores criaram mosquitos machos, que não picam, geneticamente modificados. Esses mosquitos transmitem um gene para as larvas que as impede de fazer a metamorfose final e se transformar em mosquito adulto. Ainda não existem dados conclusivos sobre essa tentativa, mas parece uma abordagem interessante!
No final de toda coluna ficam expostos os benefícios que as criaturas odiadas e temidas nos trazem. Confesso que foi um esforço conseguir algo de bom para um mosquito, que consegue ser mais chato e irritante que unha encravada e funk alto no busão. Ainda assim, vejam só, o mosquito macho se alimenta de néctares adocicados, podendo agir como polinizador. As fêmeas chatas servem de alimento para uma variedade de outros animais muito mais legais. Sim, tudo e todos estão aqui por um motivo!

 Por Daniel Zani La Laina

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Site bacana com uma porção de exercícios

http://julianocarregaro.blogspot.com.br/p/listasdeexercicioseprovas.html

Vc já viu esse bicho em sua casa?

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Essa sujeirinha que anda é um bichinho mesmo. Trata-se de uma larva de microlepidóptera, ou seja, uma mariposa minúscula da família Tineidae. O nome popular deste bichinho é traça-de-roupa que não tem nada a ver com a traça de livros, outro inseto completamente diferente de outra ordem (Thyssanura).
Pois bem, raramente vemos os adultos, pois são “mariposinhas” muito pequenas que voam pouco e não são atraídas pela luz. Vivem no fundo de armários e gavetas. As fêmeas colocam seus ovos em locais aquecido e escuro, onde umidade seja algo em torno de 75% e morrem logo após a postura.
Os ovos possuem uma substância adesiva que prende firmemente a fibras dos tecidos. Assim que os ovos eclodem,em algumas espécies, as lagartas tecem um pequeno estojo achatado e elíptico que serve como proteção para que possam comer muito tecido no nosso armário sem ser achatada quando manuseamos as gavetas (elas pensam em tudo!). Dentro deste invólucro protetor, a lagarta se desenvolve alimentando-se de materiais como lã, penas, cabelo, couro, poeira, papel, algodão, linho, seda e fibras sintéticas. Geralmente deixam fezes nos tecidos que destroem, que são imperceptíveis pelo tamanho e por apresentar a mesma coloração do tecido que ingeriu.
Assim que as larvinhas estão prontas para passarem para o estágio de pupa, elas migram pelas paredes ou cantinhos em busca de frestas. É por isso que vemos elas circulando devagarinho pelas paredes. Quando isso acontece é sinal que já comeram muito dentro do seu armário!
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Quando as larvas estão prontas para empupar, elas saem arrastando seu estojo em busca de local seguro. :p
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Olha ela aí.. Até que não é feia, né? Elas tem um penteado moicano!
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FONTE: Study o insects – Borror&Delong

Mapas Mentais para Vestibular e ENEM 2