quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS SERES VIVOS



A vida em nosso planeta é muito mais do que aquilo que vemos no dia a dia. Nos últimos
séculos, com a invenção de tecnologias como a microscopia ótica e eletrônica, pudemos enxergar além do limite da visão humana. Descobrimos o mundo dos microrganismos e percebemos que, na verdade, a vida macroscópica é apenas uma pequena fração da biosfera terrestre. Algo em torno de 90% de toda a biomassa do planeta está concentrada nesses seres unicelulares! Em nossos próprios corpos, temos mais células bacterianas (a grande maioria inofensiva) do que humanas. Nas últimas décadas, com a descoberta da estrutura do DNA e o desenvolvimento da biologia molecular e da metagenômica, pudemos explorar a biodiversidade de uma forma sem precedentes, avançando muito nosso conhecimento sobre a ecologia microbiana. Por meio dela, hoje sabemos que há uma diversidade sem precedentes de vida em praticamente todos os ambientes terrestres, do fundo das rochas e oceanos até a estratosfera, nos ambientes mais extremos e inóspitos. Apesar dessa grande variedade, os organismos vivos na Terra têm algumas propriedades em comum.

- Célula
Todos os organismos que já encontramos são feitos (ou dependem) de células – entidades compartimentalizadas (membrana semipermeável) com um sistema metabólico (feito de enzimas ou ribozimas) e um repositório de informação (material genético). As células são as unidades básicas de toda a vida que conhecemos e mesmo os vírus precisam delas para se reproduzir, do contrário não seriam nada mais que pacotes de material genético. Até onde sabemos, vida é feita de células, com alguma variedade de forma, tamanho e composição, mas com os mesmos princípios básicos de funcionamento. Esse é o que chamamos de o viés celular.

- Material genético
A informação nos sistemas biológicos, essencial para o metabolismo e reprodução, está
armazenada principalmente na sequência dos monômetros de macromoléculas orgânicas, DNA ou RNA. Estes são biopolímeros feitos de apenas 4 bases nucleotídicas: adenina, citosina, guanina e timina (ou uracil, no caso do RNA). Toda a vida no planeta usa exatamente o mesmo sistema informacional e o mesmo código de conversão entre nucleotídeos e aminoácidos (cada 3 bases codificando um aminoácido de uma proteína), e essa é a base do que é conhecido como o dogma central da biologia molecular (DNA  RNA  Proteína  Função biológica),

- Carbono
Os blocos químicos que constituem a vida terrestre são moléculas orgânicas, feitas de um
esqueleto de carbono ligado principalmente a átomos de hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, fósforo e enxofre. O carbono permite a formação de uma grande variedade de estruturas moleculares, facilitando a formação de macromoléculas com funções químicas muitos específicas, como as eficientes enzimas, capazes de catalisar reações impossíveis de acontecerem naturalmente. Apesar de alguns outros elementos químicos, como o silício, poderem também formar macromoléculas, a diversidade química que eles podem gerar é inferior à do carbono, e, por isso, hoje acreditamos que ele é o melhor átomo para formar a base da vida, pelo menos da vida como conhecemos. Mas claro que ainda temos muito a aprender sobre as possibilidades de uma química diferente para a vida, estamos apenas começando a explorar esse campo de pesquisa em laboratório, e também com sondas espaciais, visitando, por exemplo, as luas geladas de Saturno, como Titã, onde as condições extremamente frias e com abundância de solventes orgânicos líquidos poderiam favorecer o uso de silício.

- Água
Assim como o carbono é o átomo mais versátil para formar a diversidade química necessária para criar estruturas vivas, a água é o solvente mais versátil para permitir a diversidade de reações necessárias para que esses sistemas funcionem de maneira eficiente. Sua estrutura química é simples, a molécula é pequena e polar, dissolvendo assim com facilidade íons e criando repulsão de grupos apolares, que podem gerar estruturas como micelas e membranas, a base da compartimentalização celular. Sua alta constante dielétrica também a torna um excelente isolante elétrico, permitindo a separação de cargas elétricas necessária para gerar os desequilíbrios de potencial que, por exemplo, permitem a síntese de ATP pelo acúmilo de prótons através de  membranas. Essa é a base do metabolismo da vida terrestre, e, até onde sabemos, só é possível tendo a água como solvente. No entanto, assim como no caso do carbono, a ciência vem explorando alternativas químicas mais exóticas, e talvez consigamos mostrar que algum tipo de vida também seria possível baseada em outro tipo de solvente.

- Evolução
Todos os seres vivos do planeta, incluindo sistemas informacionais simplificados, como os vírus, evoluem segundo o que chamamos de evolução biológica ou Darwiniana. Isso quer dizer que ocorrem mudanças genotípicas, passadas de geração em geração, e que acarretam em mudanças de fenótipo com o tempo. Essas alterações de forma e função podem ser selecionadas segundo sua capacidade para aumentar o sucesso reprodutivo do indivíduo ou mesmo a manutenção de uma população ou de um único gene. A evolução é um processo totalmente natural, sem um propósito, intenção ou direcionalidade. Em última instância ela é baseada nas leis físicas e químicas, mas com uma complexidade muito além da previsibilidade dos sistemas determinísticos, gerando
continuamente novas espécies em nosso planeta, graças a interação entre os processos genéticos e ambientais. É uma propriedade intrínseca da vida como conhecemos, e talvez mesmo de qualquer tipo de vida que possa existir no Universo.

- Auto-organização
Sistemas vivos possuem a propriedade de diminuir a entropia (desorganização em nível
molecular) localmente, ao custo de energia e de um aumento da entropia global. Ou seja, utilizando uma fonte energética, como a luz solar ou um potencial químico, sistemas biológicos são capazes de utilizar moléculas, átomos e íons disponíveis no ambiente, organiza-los segundo as informações que possuem em seus códigos genéticos, e construir novas moléculas, novas estruturas celulares, com funções específicas. Essas estruturas, apesar de parecerem como se tivessem sido projetadas com uma função específica, quando vemos apenas o produto final, são, na verdade, resultado de um processo aleatório de geração de uma infinidade de opções selecionadas pelo ambiente (processo de seleção natural), ao longo de milhares, milhões e até mesmo bilhões de anos. Não há nenhuma fonte externa que defina como as estruturas biológicas devem ser (mas claro que há influência do ambiente), por isso as chamamos de auto-organizadas. Outras estruturas naturais altamente ordenadas, mas consideradas abióticas, como os cristais, também de auto-organizam, seguindo as leis físico-químicas atuantes sobre o sistema. No entanto, diferente dos sistemas vivos, elas fazem isso sem gastar energia total, pois a estrutura cristalina possui uma energia potencial final menor que a inicial, sendo o processo de cristalização termodinamicamente favorável (dependendo das condições de contorno, claro).

Apesar de estarmos ainda muito limitados à vida como conhecemos, nosso entendimento dos limites da vida tem se expandido muito. Nas últimas décadas, graças aos avanços nas técnicas de biologia molecular e de pesquisa de campo, estamos estudando nosso planeta desde quilómetros no fundo das rochas, oceanos e calotas polares até o alto da estratosfera. Em praticamente todos esses ambientes temos encontrado microrganismos (ou ao menos sequências de DNA amplificáveis e sequenciáveis dos mesmos) capazes de suportar às mais adversas condições ambientais.
Conhecidos como extremófilos, esses seres têm ampliado nossa visão de vida tradicional. No entanto, ainda assim, toda a vida encontrada até agora é baseada no viés celular e no dogma central da biologia molecular. Talvez, para realmente podermos construir uma teoria geral da vida, tenhamos mesmo que nos arriscar e procurar algo completamente diferente, seja em nosso planeta, seja fora dele. Alguns pesquisadores já estão explorando essa possibilidade, conjeturando e estudando diferentes formas hipotéticas de vida, no que estão chamando de biosfera oculta, que pode mesmo estar passando despercebida de nossos estudos, mesmo aqui na Terra, apenas por
ser muito diferente da vida tradicional.

Bibliografia
Margulis, Lynn, Dorian Sagan. 2002. O Que É Vida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.
Niño El-Hani, Charbel, Antonio Augusto Passos Videira, eds. 2000. O Que É Vida? Para Entender a Biologia Do Século XXI.
Rio de Janeiro: Relume Dumará.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

EVOLUÇÃO QUÍMICA GRADUAL



Na década de 50, Stanley Miller demonstrou, em um experimento simples, que compostos orgânicos tais como aminoácidos, ácidos hidroxílicos, aldeídos e hidrocianeto poderiam ser espontaneamente formados a partir de uma mistura de amônia, metano, hidrogênio e vapor de água que fosse aquecida e sujeita a descargas elétricas. As moléculas simples forneceriam os átomos necessários à composição das moléculas ao passo que o calor e as descargas elétricas seriam responsáveis pela energia necessária para estabelecimento das ligações químicas. Nesta hipótese, os elementos básicos para existência de vida na forma como a concebemos (carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio) estariam disponíveis na própria atmosfera. Segundo esta teoria, a origem das moléculas orgânicas é abiótica.

Neste cenário, a evolução molecular e a transição para a vida requereram um papel preponderante da molécula de RNA, em um modelo conhecido como “mundo do RNA”. Assim, nem DNA nem proteínas foram os elementos responsáveis pelo salto da evolução, e sim a molécula de RNA, que possivelmente cumpriu simultaneamente os papéis de “primeiro gene” e “primeira enzima”. Esta linha de pensamento é corroborada pelos seguintes fatos:
a) desde a década de 80 são conhecidos RNAs com poder catalítico, também chamados ribozimas
b) diversos vírus (eg. família Retroviridae) possuem RNA como material genético. Desta forma, o sistema de codificação das informações no DNA seria posterior ao RNA.

Este modelo propõe que a informação necessária para o surgimento da vida teria se estabelecido em etapas:
1 – criação da sopa pre-biótica rica em compostos orgânicos produzidos naturalmente a partir dos elementos inorgânicos da atmosfera
2 – produção de pequenas moléculas de RNA, com seqüências aleatórias
3 – surgimento de moléculas catalíticas de RNA e replicação seletiva
4 – síntese de peptídeos específicos catalisada por RNAs – algumas moléculas de RNA seriam “específicas” para conectar aminoácidos e formar cadeias peptídicas maiores.
5 – incremento do papel funcional dos peptídeos na replicação de RNA, com co-evolução de RNA e proteínas em um sistema de seleção química por atividade funcional
6 – desenvolvimento de sistemas simples de tradução, possivelmente baseado em associação de RNA e proteínas
7 – formação de moléculas de DNA a partir do RNA, possivelmente com catalise mediada por uma molécula de RNA
8 – estabelecimento do DNA como material informacional

O recente  relato (2009) da síntese de novo de pirimidinas revela uma nova perspectiva para a demonstração do surgimento da molécula de DNA e, consequentemente, da vida. A maior dificuldade, nessa hipótese, é a de aceitar que uma evolução química gradual (e casual) das moléculas presentes nos mares tenha sido responsável pelo surgimento de uma estrutura tão complexa e específica como um organismo vivo, mesmo que primitivo. Biólogos costumam rebater o argumento da seguinte forma: o aparecimento da vida dessa maneira é realmente um evento de muito baixa probabilidade; no entanto, em termos estatísticos, devido ao tempo muito longo disponível, o número de "tentativas" químicas foi praticamente infinito. Assim, o fenômeno da vida acabaria fatalmente ocorrendo, sendo apenas uma questão de se esperar o suficiente. O princípio seria o mesmo daquilo que ocorre quando se objetiva sortear uma única bola vermelha de um saco com um milhão de bolas, todas as demais pretas: se o número de tentativas for suficientemente grande, acabaremos conseguindo sortear a bola que nos interessa.

Assumindo, então, este processo gradual e ao acaso, no ambiente da sopa primordial, rica mistura de compostos orgânicos das mais variadas estruturas químicas, surgiram as primeiras formas de vida quimiotróficas. O salto evolutivo seria associado ao surgimento dos primeiros pigmentos, capazes de capturar energia da luz e fixar carbono em moléculas orgânicas. Surge, então, o autotrofismo. Supõe-se que o doador de elétrons primário tenha sido o H2S, e que o sistema tenha evoluído para o uso da água, com liberação de oxigênio. Estes processos iniciais surgiram em um ambiente com pouco oxigênio molecular, sendo, então, basicamente processos anaeróbios. O aumento da concentração de oxigênio na atmosfera representou outro salto evolutivo, já que o O2 é um potente oxidante e um veneno letal para os anaeróbios. Além disso, o rendimento energético da oxidação total de compostos orgânicos é bastante superior ao da oxidação parcial.

Os detalhes do curso evolutivo no planeta não podem ser deduzidos somente a partir de registros fósseis, que são escassos. Entretanto, através de comparações morfológicas e bioquímicas entre os organismos atuais, uma seqüência de eventos consistente com as evidências fósseis pode ser sugerida.

Para o surgimento dos eucariotos, 3 mudanças teriam sido necessárias:
1 – surgimento de um sistema de empacotamento de DNA, compatível com o grau de expansão em comprimento da molécula
2 – compartimentalização do DNA, separando os processos de síntese de RNA da produção de proteínas
3 – associação endosimbionte que capacitou as células eucariontes primitivas a realizar o metabolismo aeróbio (mitocôndria) e a fotossíntese (cloroplasto). O modelo de teoria endosimbionte sugere que o primeiro evento de associação foi entre a célula eucarionte ancestral e bactérias aeróbias, constituindo células eucariontes aeróbias. A partir daí, a associação com cianobactérias fotossintéticas permitiu o aparecimento de células eucariontes aeróbias fotossintéticas.

Temporalizando:
4.500.000.000 – surgimento da Terra
4.000.000.000 – surgimento dos oceanos
3.500.000.000 – surgimento das bactérias fotossintéticas sulfurosas
3.000.000.000 – surgimento das bactérias fotossintéticas produtoras de O2
2.500.000.000 – surgimento das bactérias aeróbias
2.200.000.000 – atmosfera rica em O2 começa a ser formada
1.500.000.000 – surgimento dos primeiros eucariotos
1.200.000.000 – primeiras associações endosimbióticas
900.000.000 – surgimento de algas verdes e algas vermelhas
400.000.000 – diversificação dos organismos multicelulares eucariontes

Lehninger. Princípios da Bioquímica. Ed. Elsevier. 2007.

TERMOS DE SISTEMÁTICA FILOGENÉTICA




Caracteres homólogos: Dois caracteres, em organismos diferentes, são homólogos, quando eles derivam de um mesmo caráter no ancestral comum imediato desses organismos. Assim, o braço de um primata e a perna dianteira de um cavalo são homólogos porque derivam do membro anterior da espécie ancestral imediata desses animais.

Caracteres homoplásticos: São caracteres semelhantes, em organismos diferentes, mas que não derivam de um mesmo caráter da espécies ancestral comum imediata desses organismos. Assim, asas de aves de asas de morcegos, embora semelhantes, não são caracteres homólogos, porque não derivam da asa da espécie ancestral comum imediata desses animais (que não tinha asas, mas membros anteriores ambulatórios*).

Monofilético são grupos de espécies que apresentam um ancestral comum exclusivo.
Polifiléticos são grupos de espécies que descendem de ancestrais diferentes.
Parafilético é o grupo de descendentes de um ancestral comum em que estão incluídos vários descendentes desse ancestral mas não todos eles.
Caracteres plesiomórficos (ou plesiomorfias): Seriam aqueles caracteres originados antes da origem do grupo em estudo. Assim, por exemplo, a coluna vertebral é uma plesimorfia de mamíferos, já que ela se originou muito antes da origem desses animais, estando presente, também, em todos os demais vertebrados.

Plesiomorfias:  são características primitivas. Ex.: a ausência de coluna vertebral nos vertebrados é uma característica plesiomórfica, enquanto que a presença é uma característica apomórfica.

Simplesiomorfias: São características plesiomorficas compartilhadas por dois ou mais grupos. Ex.: A presença de cinco dedos nos humanos e nos lagartos é uma característica simplesiomórfica, pois é compartilhada por ambos e por seus antepassados.

Caracteres apomórficos (ou apomorfias): Seriam aqueles caracteres originados após a origem do grupo em estudo. Apomorfias são frequentemente chamadas, também, de caracteres derivados. As apomorfias podem receber nomes distintos, quando elas se originam em momentos especiais da evolução do grupo em estudo. Desta forma, temos:

  • Caráter sinapomórfico (ou sinapomorfia): São aquelas apomorfias que se originaram na primeira espécie do grupo em estudo (aquela que deu origem a todas as demais). Assim, as glândulas mamárias são uma sinapomorfia de mamíferos, tendo se originado na primeira espécie de mamíferos, da qual todas as demais espécies do grupo a herdaram.

  • Caráter autapomórfico (ou autapomorfia): São aquelas apomorfias originadas em uma espécie terminal de um grupo. Assim, na filogenia dos felídeos, o gato doméstico, a jaguatirica, a onça e o leão seriam exemplos de espécies terminais e a juba, uma característica exclusiva do leão, seria uma autapomorfia desta espécie.

Apomorfias: características atuais que são derivadas de características primitivas de uma espécie ancestral.

Sinapomorfias: o prefixo "sin" indica que uma determinada apomorfia é compartilhada por um determinado  grupo. Ex.: as mamas nos mamíferos.


Autapomorfias nada mais é do que uma apomorfia, ou seja um caracter atual presente em apenas um táxon dentro de um grande agrupamento. Ex.: asas nos morcegos. A existência de asa é compartilhada entre os morcegos (autapomorfia) mas, não entre os morcegos e os mamíferos, apesar dele ser um mamífero.

terça-feira, 19 de novembro de 2019

ESPERMATOGÊNESE




Espermatogênese é a formação do gameta masculino, isto é, o espermatozoide.

A Espermatogênese ocorre no saco escrotal masculino. Dentro desse saco escrotal, há o testículo e dentro do testículo há o túbulo seminífero. O processo de formação dos espermatozoides ocorre no túbulo seminífero numa temperatura de 34°C.

Dentro do tubo seminífero, existem células que se dividem por meiose pra formar o espermatozoide.

A célula Espermatogônia pode ser do tipo A (células tronco) ou do tipo B (espermatócitos primários), sendo que as células do tipo são as células que vão formar os espermatozoides. Essa célula começa o processo de transformação como uma célula diplóide, isto é, com 46 cromossomos.

A célula espermatogônia quando evolui, sem divisão celular, ela mantém os 46 cromossomos, porém o seu nome muda para espermatócito primário. O fato da espermatogônia evoluir para espermatócito primário sem divisão celular é para que ela armazene energia para poder fazer a Meiose.

A Meiose 1 é iniciada pelo espermatócito primário e quando isso acontece o espermatócito primário irá formar duas novas células haplóides (n), ou seja, cada célula com 23 cromossomos. Essas duas células recebem um novo nome, que é: Espermatócito Secundário.

Feito isso, o espermatócito secundário é quem tem o dever de fazer a Meiose 2, a partir daí se formam agora quatro novas células e que também recebem um novo nome: são as ESPERMÁTIDES (n). E esse processo, do espermatócito secundário para as espermátides recebe o nome de Maturação.

As espermátides que formam os espermatozoides, e sua formação ocorre no processo chamado de ESPERMIOGÊNESE.
A espermiogênese, também conhecida como a fase final da produção dos espermatozoides possui três etapas.

O Complexo de Golgi [onde são transformados e armazenados as proteínas e outras substâncias] será bem desenvolvido, isto é, bastante intensificação das proteínas e de um lado da célula haverá vários grânulos acrossómicos [estrutura eletrodensa]. Os grânulos, então a partir desse momento, fundem-se, formando um só. Além disso, os centríolos vão para a parte OPOSTA de onde os grânulos se uniram. Os centríolos é que formam o flagelo do espermatozoide,

Nesta etapa, a célula já se encontra em sua forma um pouco mais direcionada para a forma de um espermatozoide. Nesta fase, o grânulo irá para a parte mais anterior ao núcleo, mais direcionada, quase na diagonal para que então se forme o acrossomo [é o acrossomo que, no momento da fecundação, ultrapassa a corona radiata].

Do lado oposto, o centríolo começa a aumentar ainda mais a formação do flagelo  que permite ao espermatozoide a locomoção.

Fase final, onde o espermatozoide está pronto. Com o acrossomo bem anterior ao núcleo. Assim, ele também é desprendido do citoplasma que depois será fagocitado [ingerir ou englobar partículas ou células]. Na posição intermediária do espermatozoide [o pescoço do espermatozoide] há mitocôndrias que são importantes para dar energia para o flagelo se locomover.

domingo, 17 de novembro de 2019

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE QUÍMICA 3



O átomo é unidade básica da matéria. Seu nome é de origem grega e significa “indivisível”, porque a ideia inicial, proposta pelos gregos e indianos, era de que ele seria a menor partícula da matéria e não poderia ser fracionado em partes menores.

Hoje, o modelo de átomo amplamente aceito é o do físico dinamarquês Niels Bohr, que reúne parte das ideias de Ernest Rutherford, físico e químico neozelandês. Ele diz que o átomo é composto por um núcleo com carga positiva e que, em seu redor, partículas com cargas negativas, chamadas de elétrons, giram em órbitas com diferentes níveis energéticos.

Núcleo
O modelo atômico de Bohr nos explica que todos os diferentes tipos de átomo têm a mesma estrutura básica. A parte central é chamada de núcleo atômico, composto por:
- prótons, partículas com carga positiva com massa aproximada de 1.837 vezes a massa do elétron;
- nêutrons, partículas neutras (ou seja, sem carga positiva e nem negativa) e com massa pouco maior que a dos prótons.

Eletrosfera
A eletrosfera é uma região ao redor do núcleo na qual os elétrons orbitam. Ela é dividida em sete camadas identificadas por letras nomeadas de K a Q, da mais próxima até a mais distante do núcleo. Elas têm diferentes níveis energéticos crescentes conforme se afastam do núcleo. O elétron é a partícula subatômica mais leve (por isso a massa dele é considerada nula, praticamente zero), com carga negativa. Nos átomos neutros, o número de elétrons é igual ao número de prótons.

Cada camada comporta um número máximo de elétrons, conforme a distribuição abaixo:
camada K — 2 elétrons;
camada L — 8 elétrons;
camada M — 18 elétrons;
camada N — 32 elétrons;
camada O — 32 elétrons;
camada P — 18 elétrons;
camada Q — 8 elétrons.

Elemento químico
Os elementos químicos são agrupamentos de átomos com o mesmo número de prótons. Eles são os constituintes mais básicos de todas as substâncias.

Número atômico
O número atômico é representado pela letra Z e indica a quantidade de prótons que aquele átomo tem. É ele quem define a posição de cada elemento na tabela periódica.

Número de massa
A massa atômica é representada pela letra A. Ela calcula a massa total do átomo, que é dada pela soma das massas dos prótons com a dos nêutrons, já que o elétron é tão levinho que o peso dele é irrisório, ou seja, não influencia na massa total do átomo.

Isótopos
São átomos com mesmo número de prótons (Z). Nesse caso, seu número de massa (N) é diferente, por terem mais ou menos nêutrons. 

Isóbaros
Os isóbaros são elementos químicos diferentes, mas com mesmo número de massa (N).

Isótonos
Os isótonos têm mesmo número de nêutrons, com número atômico diferente (Z).

sábado, 16 de novembro de 2019

PIRÂMIDES ECOLÓGICAS



PIRÂMIDES DE NÚMEROS
Representa a quantidade de organismos vivos em um nível trófico. Esse número demonstra quantos indivíduos são necessários para alimentar um outro nível. À medida que os níveis vão aumentando, o número de indivíduos pode diminuir ou aumentar, dependendo das características dos organismos envolvidos.
Quando a cadeia alimentar envolve a participação de organismos pequenos ou parasitas, os últimos níveis tróficos são mais numerosos; a pirâmide de números, então, fica invertida.

PIRÂMIDES DE BIOMASSA
Representa a quantidade de matéria orgânica presente nos seres vivos de um nível trófico desidratada. Isso implica dizer que a água e os sais minerais, por exemplo, não fazem parte dessa representação.

PIRÂMIDES DE ENERGIA
Representa a produtividade de um ecossistema, ou seja, a quantidade de energia que cada nível trófico possui.

Magnificação Trófica
Um dos mais sérios problemas atuais é o constante acúmulo, no ambiente, de subprodutos de indústrias químicas, como chumbo e mercúrio, e de moléculas sintéticas, como plásticos, detergentes e inseticidas. Esses produtos não podem ser decompostos pela maioria dos organismos que não possuem enzimas capazes de destruí-los ou oxidá-los. Em outras palavras, esses compostos não são biodegradáveis e, aos poucos, vão se acumulando no ambiente.
Quando ingeridos pelos seres vivos, tendem a se concentrar ao longo das cadeias alimentares porque não participam do metabolismo e sua eliminação é difícil. Consequentemente, os organismos dos últimos níveis tróficos acabam absorvendo doses altas dessas substâncias prejudiciais à saúde. Esse fenômeno é conhecido como magnificação trófica.

CADEIA E TEIA ALIMENTAR



Grupos de organismos que apresentam tipo semelhante de nutrição constituem um nível trófico.

Dentro de um Ecossistema equilibrado e independente, os componentes bióticos encontrados podem ser agrupados em níveis tróficos classificados de acordo com as suas necessidades alimentares em:

Produtores: produzem a matéria orgânica para todo o Ecossistema; são organismos autotróficos. Exemplo: plantas, algas, alguns tipos de bactérias.

Consumidores: alimentam-se direta ou indiretamente dos produtores; são organismos heterotróficos. Dividem-se em:
– Consumidor primário, que se nutre diretamente do produtor.
– Consumidor secundário, que se nutre do consumidor secundário.
– Consumidor terciário, que se nutre do consumidor secundário e assim por diante.
Assim, considerando um campo onde encontramos os seres abaixo, teremos: o capim sendo o produtor o gafanhoto alimentando-se do capim, consumidor primário ® o sabiá se alimentando do gafanhoto, consumidor secundário e o gavião alimentando-se do sabiá, consumidor terciário.

O papel dos decompositores é fundamental para a reciclagem da matéria na natureza, realizando a manutenção da vida nos mais diversos ecossistemas da Terra.

A transferência de matéria orgânica de um produtor para as várias ordens de consumidores é feita através de uma sequência até os decompositores finais. Essa sequência é chamada de cadeia alimentar.

Na natureza várias cadeias alimentares interdependentes formam as teias alimentares.
A análise de uma teia alimentar nos permite concluir que o nicho da maioria dos organismos é bastante vasto, sendo um consumidor capaz de se nutrir a partir de diferentes fontes.

Obs 1: Presença ou ausência de decompositores - Estes organismos nem sempre são representados, mas sabemos que a existência de bactérias e fungos é condição essencial para que uma comunidade seja sustentável.

Obs 2: Setas que conectam os níveis tróficos - Estas setas demonstram o fluxo de energia através da alimentação, assim, sempre partem da presa em direção ao predador e nunca podem estar posicionadas ao contrário. O fluxo de energia em cadeias e teias alimentares sempre é unidirecional. A explicação para isso está na relação entre a quantidade de energia captada e a quantidade de energia gasta por um organismo durante sua vida. Quando um organismo produtor converte a energia presente no ambiente em matéria orgânica, grande parte desta é utilizada em sua própria sobrevivência, enquanto a menor parte (5 – 15%) é transferida ao próximo nível trófico. Um consumidor primário, então, capta esta pequena parcela e utiliza a maior parte para si, disponibilizando uma fração ainda menor para consumidores secundários. Este processo se repete com os demais níveis tróficos, o que significa que predadores de topo de cadeia, caso estejam posicionados muito longe da base de uma cadeia alimentar, tem baixa captação de energia, demandando um consumo muito elevado para se manter vivo.

Mapas Mentais para Vestibular e ENEM 2