Inicialmente a classificação das especies estava relacionada com o método de lidar com a diversidade dos organismos. Os primeiros homens classificavam os seres vivos segundo as suas necessidades (comestíveis ou não, perigosos ou não, etc), essa classificação é conhecida como empírica ou prática.
A primeira tentativa conhecida de classificação foi feita pelo filósofo grego Aristóteles (384 a 322 a.C). Mais tarde seu discípulo classificou as plantas e animais em aéreos, terrestres e aquáticos.
Essa visão foi satisfatória enquanto as especies eram consideradas estáticas e imutáveis.
As primeiras classificações eram consideradas artificiais, pois utilizavam critérios que não refletiam as possíveis relações de parentesco entre os seres vivos. Hoje em dia, classificações são naturais, pois procuram agrupar os seres vivos de acordo com o maior numero possível de semelhanças, tentando estabelecer relações de parentesco evolutivo entre os mesmos.
As técnicas modernas de sistemática tornaram-se métodos para gerar hipóteses evolutivas testáveis.
Sistema Lineano de Classificação:
Nosso método de classificação segue os métodos estabelecidos por naturalistas dos séculos XVII e XVIII, especialmente o de Karl Von Linné. O sistema lineano expressa a nomenclatura binomial na designação das espécies e as organiza em categorias hierárquicas (táxons).
Lineu elaborou um sistema de classificação onde havia 5 categorias:
Reino > Classe > Ordem > Gênero > Espécie
A espécie é composta de dois nomes em latim ou latinizado (sistema binomial), uma vez que o latim era o idioma universal dos antigos sábios e cientistas europeus. Ex: Felis catus
Atualmente são 7 categorias hierárquicas obrigatórias:
Reino (+ ampla) > Filo > Classe > Ordem > Família > Gênero > Espécie (+ restrito)
Além dessas categorias muitas vezes são utilizadas categorias intermediárias, tais como:
Reino > Filo > Superclasse > Classe > Subclasse > Coorte > Superordem > Ordem > Subordem > Superfamília > Família > Subfamília > Tribo > Gênero > Subgênero > Espécie > Subespécie
Regras básicas de nomenclatura zoológica
- Por convenção, os nomes genéricos e específicos são latinizados, enquanto o nome das famílias, ordens, classes e outras categorias não o são, embora tenham letra inicial maiúscula;
- O nome dos animais devem ser escritos em latim ou latinizados, sendo obrigatório dois nomes no minimo.
O primeiro se refere ao gênero e o segundo é o epiteto específico.
Ex: Felis catus , onde Felis é o genero, catus o epiteto especifico, e Felis catus o nome da espécie;
- O nome do gênero te que ter sempre inicial maiúscula;
- O nome relativo a espécie (epiteto específico) deve ser um adjetivo escrito com inicial maiúscula, salvo raríssimas exceções: nos casos de denominação específica em homenagem a pessoa célebre.
Por exemplo, no Brasil há quem escreva Trypanosoma Cruzi , já que o termo Cruzi é transliteração latina de Oswaldo Cruz, uma homenagem a esse grande sanitarista brasileiro.
- Em trabalhos científicos, após o nome do organismo é colocado, por extenso ou abreviadamente, o nome do autor que primeiro descreveu e denominou, sem nenhuma pontuação intermediária, seguindo-se depois uma vírgula e a data da primeira publicação.
Ex: Cachorro - Canis familiaris Lineu ou L., 1758
- Quando existe subgênero, o seu nome deve ser colocado depois do nome do gênero, entre parênteses e deve ser sempre escrito com inicial maiúscula.
Ex: Anopheles (Nyssurhynchus) darling
- A designação para espécies é binomial, mas para subespecies é trinomial.
Ex: Microbacterium tuberculosis hominis (tuberculose humana)
Microbacterium tuberculosis bovis (tuberculose bovina)
- Em zoologia, a família é denominada pela adição do sufixo idae ao radical correspondente ao nome gênero-tipo. Para subfamília, o sufixo adotado é inae.
Ex: Gato - Genero: Felis
Familia: Felidae
Subfamília: Felinae
- Lei da prioridade. A dota-se sempre o nome primeiramente usado para descrever a espécie, desde que tenha sido pulicado e acompanhado por uma indicação, definição e descrição, e o autor tenha aplicado os princípios da nomenclatura binomial.
- Todo nome científico deve estar destacado no texto. Pode ser escrito em itálico se impresso ou sublinhado se manuscrito.
- A substituição de nomes científicos é permitida somente em casos excepcionais, adotando para esses casos uma notação especial, ja convencionada, que indica trata-se de especime reclassificado.
Desta forma, se a posição sistemática de um organismo é modificada, o nome científico deve assumir a seguinte forma:
Atta sexdan (Lineu, 1758) Fabricius, 1804 > mostra que Fabricius mudou de gênero o animal inicialmente descrito e batizado por Lineu.
- Ao publicar a descrição de uma nova espécie, é prática comum designar um espécime-tipo, descrevê-lo e indicar em que coleção foi colocada.

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